30 de Novembro de 2010

Reduzir o caudal | Gadgets para poupar água

Novos Gadgets para poupar água

Poupar água é uma necessidade, não só no aspecto ambiental da questão, em que é imperativo a gestão deste bem vital à vida, mas também no que respeita à economia familiar. Já publicamos algumas medidas simples a aplicar no dia-a-dia, em particular alguns equipamentos disponíveis no mercado para a racionalização do consumo de água. Neste artigo mostramos algumas inovações e outras que fomos “buscar ao fundo do baú” para a poupança de água.

Torneira que poupa a água fria

Abrir a torneira e esperar pela água quente leva a grandes desperdícios de água todos os dias. Para evitar estas situações, o investigador da Universidade de Aveiro, Vítor Costa, criou uma torneira misturadora que permite a reutilização desta água potável desperdiçada. Este novo sistema só fornece água quando ela já está de acordo com a temperatura desejada, guardando a água fria que se encontra na tubagem, entre o esquentador (ou outro equipamento de aquecimento de água) e a torneira, num reservatório, de modo a que volte novamente para a rede.
O sistema pode ser utilizado em instalações novas ou antigas uma vez que é compatível com qualquer torneira convencional, bastando apenas acrescentar um componente hidráulico e um reservatório para armazenar a água. Desenvolvido em conjunto com a Metalúrgica Luso-Italiana, este sistema deverá chegar ao mercado ainda em 2010 e está previsto que seja mais caro que uma torneira convencional, no entanto a diferença de preços irá compensar a médio/longo prazo, em termos da poupança da água.

Waterpebble, o pequeno salvador

O poder revitalizante da água leva a que os pensamentos divaguem à medida que a água escorre pelo ralo. Para que não se esqueça de fechar a torneira, o designer britânico Paul Priestman, criou o Waterpebble. Este pequeno aparelho é colocado junto do ralo da banheira (base de duche) e vai indicar, através de um sistema de luz, quando deve dar por concluído o seu duche. Como referência o Waterpebble considera o tempo do primeiro banho e, nos banhos seguintes, ele passa a accionar luzes coloridas que indicam a hora de desligar o chuveiro (do verde, passando pelo amarelo até chegar ao vermelho, o limite de gasto de água). Outra particularidade é que, depois de alguns duches, o tempo que o Waterpebble leva para mostrar a luz vermelha fica cada vez menor, o que leva à uma maior economia de água. Disponível no sítio www.dry-planet.com.

Chuveiro de iões negativos

Tomar um duche sem gel de banho e ao mesmo tempo poder poupar água já é uma realidade. Este eco-duche é composto por um chuveiro que contém um disco com microporos que rompem as moléculas da água de modo semelhante ao que ocorre nas cascatas e correntes de água, libertando grandes quantidades de iões negativos e ao mesmo tempo proporcionando um efeito de massagem e uma grande poupança de água (até 65%). Possui ainda um filtro de partículas que ajuda a manter a pele limpa, dispensando a utilização de gel ou sabonete no duche, e filtros cerâmicos naturais que geram raios infravermelhos que activam o metabolismo e aliviam a fadiga. Para instalar, basta retirar o chuveiro antigo e colocar o este novo dispositivo, enroscando-o firmemente para ficar estanque. 
Já disponível em algumas lojas de produtos ecológicos ou on-line no sítio www.solucoes-ecologicas.com, por exemplo.

Sacos que incham para poupar água 

Dispositivos de dupla descarga ou tão simplesmente uma garrafa cheia de água, são técnicas eficazes para impedir que a água vá pela sanita abaixo. A par destes, o Save-a-Flush®, é um dispositivo patenteado que literalmente poupa a água das descargas. 
É uma solução fácil de instalar em qualquer depósito sanitário, bastando abrir a tampa superior e colocar o pequeno saco espalmado no interior. Este alberga pequenos cristais que absorvem a água e uma vez colocado na cisterna leva 5 a 6 horas a expandir e adquirir o volume que lhe permitirá poupar 1 litro de água por cada descarga durante vários anos sem afectar o seu dia-a-dia, ou sequer pensar nisso. 
Também está disponível no sítio www.dry-planet.com.

Lavar sem detergentes e poupar água

Diversos factores influenciam o volume utilizado em cada lavagem, como sejam as características da máquina de lavar, a carga de roupa colocada em cada lavagem e o tipo e a quantidade de detergente utilizado. Relativamente a este último aspecto, a utilização inadequada de detergente pode levar ao aumento do consumo na lavagem devido à formação excessiva de espuma. 
Mas se em vez de detergente usar uma EcoBola de lavar? 
Este objecto, já disponível em muitas lojas de produtos ecológicos, permite lavar a sua roupa sem produtos químicos, uma vez que os seus princípios activos de limpeza são devidos a quatro diferentes cerâmicas naturais contidas no seu interior. Estas cerâmicas geram iões negativos e raios infravermelhos que modificam as combinações moleculares da água, activando o poder da lavagem e os iões negativos enfraquecem a aderência da sujidade favorecendo a sua eliminação sem necessidade de detergente. 
Com garantias de utilização até 3 anos, ou 1.000 lavagens, permitem uma excelente limpeza e desinfecção, mesmo em água fria, a poupança até 80% dos gastos em detergentes e a redução do consumo de energia e de água no processo de lavagem.

Existe ainda uma solução para máquinas de lavar loiça que utiliza o mesmo princípio básico. 

Neste caso, em vez de uma bola é uma bolsa de nylon altamente resistente que encerra no seu interior três tipos de cerâmicas naturais que permitem lavar, destruir as gorduras e esterilizar, respectivamente.



Canetas que avisam quando regar

Não só a falta, mas também o excesso de rega são factores que fazem com que as suas plantas acabem por adoecer e morrer. Saber a necessidade hídrica das plantas e o momento exacto quando regar sem desperdiçar água agora é mais fácil com oWaterstick. Este dispositivo funciona como um sensor de humidade que indica quando as plantas necessitam ou não de ser regadas através da mudança de cor de azul (solo húmido) para vermelho (solo seco). Basta introduzir o Waterstick no solo junto das raízes da planta e observar a cor que apresenta no topo deste dispositivo. Quando estiver vermelho é altura par regar a planta. Também está disponível no sítio www.dry-planet.com.

Voltar ao tempo das avós


Lavar a loiça numa bacia (ou alguidar) com água aquecida na lareira ou no fogão era hábito comum no tempo das nossas avós. Não pretendendo renunciar ao conforto da água quente corrente a sugestão é adaptar estes “velhos” equipamentos e hábitos às situações do dia-a-dia de modo a reduzir o consumo de água. Tome nota:



  • Se necessitar de lavar alguma loiça à mão, lave enchendo o lava-loiça ou uma bacia. Esta opção permite reduzir o consumo em cerca de 34% comparativamente com a lavagem em água corrente;
  • Utilize um alguidar no lava-loiça durante a lavagem de fruta, hortaliças ou legumes, de forma a utilizar a água destas acções para rega ou para as descargas da sanita;
  • Utilize uma bacia (ou outro recipiente) para recolher a água fria que sai do chuveiro enquanto não aquece, que depois pode aproveitar para limpezas, rega ou em substituição da água do autoclismo.


19 de Novembro de 2010

Construção Sustentável | Arquitectura Bioclimática




Princípios: 

Um edifício concebido de acordo com os princípios de Arquitectura Bioclimática é um edifício desenvolvido numa lógica de sustentabilidade, e em todas as suas fases (desde a fase de projecto, concepção, utilização e fim de uso). Está enquadrado num ciclo de vida, dá resposta às suas necessidades programáticas, está adaptado às características ambientais locais, é energeticamente eficiente, alcançando facilmente os níveis de conforto com um baixo consumo de energia. Deste modo, cada edifício possui assim uma identidade própria.

Os princípios de Arquitectura Bioclimática não são mais do que o enquadramento do edifício à sua realidade local – facilmente se depreende que não são, por estes motivos, princípios rígidos. São antes princípios flexíveis de modo a alcançar o equilíbrio pretendido entre os vários elementos a considerar em todo o processo. 



A adaptação às características ambientais locais é fundamental, sendo o Sol um dos principais elementos a considerar uma vez que será a fonte de energia – quer em termos térmicos, quer em termos de iluminação – presente em todo o processo e que, com o seu devido aproveitamento, será a peça chave para alcançar o conforto interior com medidas passivas (sem consumo de energia). Conhecer o local para onde se vai projectar assume assim uma importância vital de modo a fazer as melhores opções. 

O local onde o edifício se insere, bem como as suas características, são também factores determinantes para o seu desempenho energético e, consequentemente, para o conforto interior dos seus utilizadores. O clima, a orientação solar, vento, humidade, temperatura, radiação, altitude, as características do terreno, a sua topografia, a vegetação, os seus recursos, a existência ou não de edificações nas proximidades, entre outros factores, são contabilizados de modo a optimizar as soluções e tirar partido das suas potencialidades. Existem muitas variáveis ao longo de todo o processo. 

A escolha do sistema construtivo deve considerar os elementos acima referidos de modo a dar uma resposta eficiente ao programa pretendido de forma adequada, com um bom desempenho ambiental e energético, onde as perdas e os ganhos se compensam.

Os materiais escolhidos devem ser criteriosamente seleccionados de modo a que sejam amigos do ambiente, com pouca energia incorporada.

Assim, é fundamental orientar convenientemente o edifício, fazer o seu isolamento de modo eficiente (preferencialmente pelo lado exterior e de modo contínuo) para atenuar as trocas térmicas entre interior e exterior. As superfícies envidraçadas devem ser correctamente dimensionadas (não só em relação à orientação solar – para fazer o aproveitamento dos ganhos térmicos – mas também de acordo com as necessidades de iluminação para cada divisão) e protegidas. A sua protecção pode ser feita com recurso a dispositivos móveis (por exemplo, portadas) ou dispositivos fixos (por exemplo, palas) desde que adequados para que o produto final resulte energeticamente eficiente e o conforto no seu interior seja alcançado. 

Será também vantajoso desenvolver estratégias passivas para alcançar o conforto interior já que contribuirá para o bom desempenho energético do edifício. Estas estratégias/ sistemas passivos – sem consumo de energia – tiram partido das características climáticas. Vão desde o controle da radiação solar (facilitando os ganhos ou perdas térmicas), tirar partindo da inércia térmica do edifício (atraso e amortecimento) promovendo o isolamento térmico de toda a envolvente construída – paredes, pavimentos e coberturas – minimizando assim as trocas térmicas entre o ambiente interior e exterior, até à selecção de superfícies envidraçadas eficientes (apostando no vidro duplo e caixilhos com bom desempenho energético) e ao seu sombreamento adequado, como já se referiu. 

Nem sempre os sistemas passivos conseguem dar resposta a todas as necessidades de energia. Se houver necessidade de recorrer a sistemas activos, estes deverão recorrer a fontes de energia renováveis. 

A vegetação existente é também relevante. A existência de árvores de folha caduca é benéfica na medida em que, no Verão, a sua copa protege as superfícies envidraçadas da incidência directa da radiação solar e refresca o ambiente, e, no Inverno, com a queda das suas folhas permite a entrada dos raios solares, traduzindo-se em ganhos térmicos que contribuem para o conforto interior.

Uma habitação construída de acordo com estes princípios não é necessariamente mais dispendiosa: poderá inicialmente representar um investimento maior mas que será recuperado ao longo da sua vida útil. As suas necessidades de energia serão reduzidas e, uma vez que o conforto no seu interior será facilmente alcançado, a necessidade de recorrer a aparelhos de climatização (de que é exemplo o ar condicionado) será menor, poupando assim na factura energética mensal e contribuindo para que a quantidade de emissões de gases de efeito de estufa para o Ambiente seja menor.

Para que todo o sistema funcione, é importante que os utilizadores saibam tirar partido de todos os mecanismos existentes e os utilizem correctamente. O seu comportamento, os padrões de ocupação, a forma como o aquecimento/ arrefecimento dos espaços é feito, o aproveitamento da água, os mecanismos de ventilação, o tipo de iluminação, irão influenciar o desempenho energético do edifício e contribuir para o conforto higrotérmico. 

Os aspectos que contribuem para a sensação de conforto são vários, e são também variáveis de pessoa para pessoa. Para o conforto higrotérmico e, de acordo com a legislação em vigor (o RCCTE – Regulamento das Características de Comportamento Térmico, Artigo 14.º do Decreto – Lei 80/2006), foram estabelecidos valores de referência a registar no interior dos edifícios de temperatura e humidade relativa de modo a garantir o conforto higrotérmico. Para a estação de aquecimento (período de Inverno) deve verificar-se uma temperatura de 20 °C e para a estação de arrefecimento (período de Verão), uma temperatura de 25 °C e 50% de humidade relativa. Deve ainda verificar-se uma taxa de renovação do ar de 0,6 renovações por hora para garantir a qualidade do ar interior. Para que estes valores se verifiquem, é importante não descuidar a qualidade da envolvente construída do edifício.


Orientação Solar

A orientação solar de um edifício é muito importante para que se possa fazer um aproveitamento da energia solar, contribuindo assim para o bom desempenho energético de um edifício.

Em Portugal, de acordo com a sua situação geográfica, o quadrante Sul é aquele que recebe maior radiação solar ao longo do dia. Este será portanto a orientação privilegiada para fazer o aproveitamento dos ganhos solares.

Por oposição, o quadrante Norte será aquele que menor quantidade de radiação solar directa recebe, chegando mesmo a não receber radiação. Nesta orientação irão assim verificar-se perdas térmicas.

A Nascente verificam-se a radiação solar directa ao longo do período da manhã, contrariamente a Poente que só receberá radiação solar directa no período da tarde.

Tendo esta informação como ponto de partida, devem ser desenvolvidas estratégias para fazer o adequado aproveitamento da energia solar, em termos térmicos como em termos de iluminação, reduzindo assim as necessidades energéticas da habitação.


Iluminação Natural 

A luz natural é mais confortável para o olho humano comparativamente à luz artificial, sendo por isso vantajoso o seu aproveitamento sempre que possível. A luz artificial deve ser utilizada como complemento à utilização da luz natural. 

Utilização de cores claras nas superfícies ajuda à reflexão da luz natural. 


Climatização Passiva

Estratégias de aquecimento passivo 

As estratégias de aquecimento passivo vão utilizar a energia solar para fazer o aquecimento da habitação, contribuindo para o conforto interior, sem recorrer a sistemas activos de climatização (com consequente consumo de energia, aumento da factura energética e aumento das emissões de gases de efeito de estufa).

Estas estratégias devem ser desenvolvidas tendo em conta a orientação solar, o correcto dimensionamento dos vãos e o tipo de actividade a desenvolver em cada divisão da casa. Podem combinar diferentes tipos de aproveitamento da energia – ganhos directos e/ ou indirectos.

Nos ganhos directos, como a própria designação indica, é feito o aproveitamento da radiação solar directa sobre vãos, maximizando assim os ganhos térmicos para o aquecimento do interior.

Nos ganhos indirectos, o aquecimento do interior da habitação é feito de modo mais lento. Exemplos deste modo de aproveitamento da energia são as paredes de trombe – parede maciça que absorve a energia solar que nela incida ao longo do dia, armazenando-a e irradiando calor para o interior da habitação no período da noite. 

As estufas também constituem um meio para controlar o conforto no interior da habitação, uma vez que atenuam as trocas térmicas entre o exterior e interior. 


Estratégias de arrefecimento passivo 

À semelhança do referido para as estratégias de aquecimento passivo, também as estratégias de arrefecimento passivo não recorrem a meios activos de climatização (com consumo de energia) para alcançar o conforto no interior. 

A orientação solar é também aqui um factor determinante para o desenvolvimento destas estratégias que se baseiam principalmente na ventilação natural e no controle da radiação solar directa das superfícies envidraçadas (quer sejam com recurso a elementos fixos – palas, por exemplo – ou dispositivos móveis – de que são exemplo os estores), embora existam outros meios passivos de fazer o arrefecimento.

A ventilação natural acontece quando se verificam diferenças de pressão atmosférica entre o interior e o exterior, ou seja, o ar frio é mais pesado tem tendência para baixar, enquanto o ar quente, por ser mais leve tem tendência para subir, provocando assim a renovação do ar entre o interior e o exterior.

O arrefecimento passivo pode ainda ser feito por outros meios de que são exemplo o arrefecimento pelo solo, arrefecimento evaporativo e arrefecimento radiativo. 

Existem ainda outros aspectos que irão influenciar o arrefecimento natural como por exemplo a desempenho energético dos caixilhos, bem como o tipo de vidro existente, o tipo e utilização de protecção dos vãos, a existência de vegetação, a presença de água, a utilização de cores claras nas superfícies (por absorverem menos radiação). 


ELEMENTOS DA CONSTRUÇÃO 

Paredes 

As paredes exteriores, enquanto mediadoras entre o exterior e o interior de uma habitação, devem ser elementos da construção resistentes aos vários esforços e acções a que se encontram sujeitas e duráveis, para além de cumprirem a sua função estética (integração na paisagem envolvente e conjunto edificado).

Existem vários tipos de parede exterior, não só quanto às camadas que a compõem mas, também quanto ao tipo de materiais utilizados para a sua composição. Em qualquer uma delas é importante fazer o seu isolamento térmico para que resultem eficientes e minimizem as trocas térmicas entre o interior e o exterior, mantendo o conforto no interior.

Parede exterior simples

A parede exterior simples é composta apenas por um pano de parede ao qual é fixo uma camada de isolamento térmico pelo seu lado exterior, que posteriormente receberá um acabamento final. Para que este acabamento ofereça maior resistência às acções mecânicas e climatéricas, o revestimento é composto por armadura.

Quando bem dimensionada e elaborada segundo as regras da boa arte, apresentam um melhor desempenho térmico comparativamente às paredes exteriores duplas, uma vez que o isolamento térmico é aplicado de modo contínuo e pelo lado exterior.

Este sistema responde assim às crescentes preocupações ambientais e com o consumo de energia dos edifícios, uma vez que isola igualmente todo o edifício, evitando assim a formação de pontes térmicas, reduzindo a formação de condensações. Por outro lado, minimiza as trocas térmicas entre o interior e o exterior de forma mais eficiente. 

Parede exterior dupla 

Em Portugal, as paredes exteriores mais comuns são as paredes exteriores duplas. É um sistema amplamente divulgado composto por dois panos de alvenaria, um exterior e outro interior, paralelos (sem contacto entre eles), formando preferencialmente entre si um espaço de ar – onde se fará a recolha da eventual acumulação de água – e onde se deverá colocar o isolamento térmico, preenchendo parcialmente a caixa-de-ar.

Os dois panos de alvenaria podem ser compostos por vários tipos de materiais, como o tijolo de barro vermelho (maciço, com furação horizontal ou vertical), blocos de betão leve, blocos de betão celular, entre outros.

O espaço de ar entre os dois panos de alvenaria, a que chamamos caixa-de-ar, deve ser ventilado. Para permitir que a ventilação da caixa-de-ar seja possível devem existir, em cada piso e no pano de parede exterior, dois orifícios – um na parte superior e outro na base, que permitirá a drenagem de possíveis águas, resultado de algumas condensações. Deve possuir, na sua base, uma caleira com declive suficiente de modo a possibilitar a recolha da água através do sistema de drenagem.

A caixa-de-ar pode estar parcialmente preenchida com isolamento térmico, colocado preferencialmente junto ao pano de parede interior. É fundamental que a parede possua isolamento térmico, e que este esteja correctamente dimensionado de acordo com as necessidades energéticas. Pode ser feito com o recurso a vários materiais como, por exemplo, a cortiça.

O isolamento térmico deve ainda ser colocado de forma a evitar a formação de pontes térmicas – zonas sensíveis da construção que, por oferecerem uma menor resistência térmica, irão permitir a formação de condensações que irão originar o desenvolvimento de bolores, acumulação de fungos e bactérias que, consequentemente, comprometem a qualidade do ar interior e durabilidade dos vários elementos da construção. Geralmente, estas ocorrem em vigas e pilares.

Os materiais disponíveis no mercado para fazer o revestimento exterior de paredes exteriores duplas são de vários tipos. Aqueles que se usam com maior frequência são os elementos descontínuos (por exemplo, elementos de ardósia) ou revestimentos com materiais ligantes, hidráulicos ou sintéticos. Qualquer um deles deve ser permeável ao vapor de água, para permitir que o suporte “respire” evitando condensações no interior da parede mas, impermeável à água. 


Pavimentos 

O pavimento deve ser sempre adequado ao tipo de utilização para o qual é projectado para que possa dar uma resposta adequada às solicitações, nomeadamente quanto às cargas a que está sujeito e ao desgaste próprio da sua utilização. 

Lajes em contacto com o solo

Uma laje ao nível do solo está sujeita a acções diferentes de uma laje intermédia numa construção ou até mesmo de uma laje de cobertura – os cuidados a ter com estes serão por isso diferentes.

Desde logo, as cargas estruturais a que estará sujeito serão menores uma vez que estas não serão descarregues na estrutura mas sim directamente no solo. Por outro lado é necessário ter um cuidado especial relativamente ao isolamento térmico e à impermeabilização.

O isolamento térmico destes pavimentos é igualmente importante. Uma vez que é parte da envolvente construída do edifício, deve estar devidamente isolado para minimizar as trocas térmicas do edifício em contacto com o solo, tornando assim o interior mais confortável.

Por estar em contacto com o solo, está particularmente sujeito à água presente no terreno, requerendo por isso a existência de elementos que façam a drenagem das águas e elementos que o impermeabilizem, impedindo o contacto entre a laje de pavimento e a humidade presente no terreno. 

Lajes intermédias

As lajes intermédias fazem a divisão em altura dos pisos, suportando as suas cargas inerentes. Existem inúmeras soluções construtivas para estes elementos, bem como para os seus revestimentos, que irão proteger o suporte e contribuir para o conforto interior.

Num edifício, as suas exigências serão diferentes em relação às referidas para os pavimentos ao nível do solo e para as lajes de cobertura – as exigências de impermeabilização e de isolamento térmico não serão tão grandes como naqueles casos mas podem ser incorporados como complemento. Podem ainda possuir isolamento acústico, sistemas de aquecimento, entre outros. 

Os pontos de ligação entre a laje e as paredes são extremamente importantes dado que podem originar pontes térmicas que irão comprometer o conforto no interior, e comprometer a durabilidade dos elementos. Assim, é conveniente que estes elementos estejam correctamente isolados pelo exterior – o que será mais simples e eficiente no caso das paredes simples com isolamento térmico pelo exterior, ao contrário de uma parede dupla. 

Laje de cobertura

As coberturas são elementos que, devido à sua posição na construção, estão particularmente sujeitas às acções do vento, presença de água e radiação solar directa. Assim, é fundamental que estas se encontrem devidamente impermeabilizadas e termicamente isoladas. Deste modo, as grandes variações térmicas serão minimizadas, contribuindo assim para o aumento do conforto no interior.

Tratando-se de uma cobertura plana, e dependendo do tipo de utilização (não acessível, acessível a pessoas, acessível a veículos, verde), assim deverá ser seleccionado o tipo de revestimento, não esquecendo a sua impermeabilização e drenagens para que sejam garantidas todas as exigências funcionais. 


Coberturas 

As coberturas devem responder a algumas exigências funcionais. Entre elas, devem responder às exigências de segurança (seja estrutural, contra risco de incêndio ou decorrentes do próprio uso corrente da habitação), exigências de habitabilidade (falamos de estanquidade, conforto higrotérmico, acústico, visual, etc.) e exigências de economia (quer em termos de custos e de durabilidade).

Devido à sua localização na construção, estão sujeitas a inúmeras acções ao longo do dia, e do ano. Entre essas acções podemos salientar a radiação solar recebida, a acção do vento e a presença da água, daí que seja fundamental que estas se encontrem devidamente impermeabilizadas e termicamente isoladas. Deste modo, evitar-se-á o sobreaquecimento no Verão e as perdas térmicas serão minimizadas no Inverno.

Estas podem ser coberturas planas – não acessíveis, acessíveis a pessoas (terraços), ou acessíveis a veículos –, coberturas inclinadas (que normalmente chamamos telhados), ou coberturas verdes/ ajardinadas. 

Coberturas Planas

As coberturas planas são caracterizadas por serem praticamente planas (a sua inclinação é praticamente inexistente, apenas a suficiente para fazer o escoamento das águas) e, regra geral, compostas por 5 elementos. A ordem de colocação de alguns elementos pode variar de acordo com o tipo de cobertura plana – tradicional ou invertida – e com o seu uso final.

Numa cobertura plana tradicional, esses elementos serão colocados sensivelmente pela seguinte ordem: estrutura de suporte, camada de forma (que irá formar a pendente necessária para correcto escoamento das águas), isolamento térmico, impermeabilização e camada de protecção – que irá variar de acordo com o tipo de utilização (por exemplo, o tipo de protecção será diferente se for acessível apenas a pessoas ou se for acessível a veículos). 

Na solução de cobertura plana invertida, a ordem de colocação dos vários elementos será diferente da solução de cobertura plana tradicional – o isolamento térmico é colocado sobre a camada de impermeabilização. 

Cobertura Inclinada

Em Portugal, este tipo de coberturas é habitualmente revestido com telhas cerâmicas. São coberturas onde a estanquidade estará garantida pela inclinação da cobertura e pelo seu revestimento. 

O seu isolamento térmico pode estar colocado em vários locais/ posições. Pode ser colocado pelo lado inferior do revestimento da cobertura (sejam telhas cerâmicas ou outras, placas, chapas metálicas, entre outros), sob a estrutura de suporte (que também pode ser de vários materiais como, por exemplo, estrutura metálica ou estrutura de madeira) ou mesmo sobre a laje de esteira (neste caso dependerá do tipo de uso a dar ao desvão, ou mesmo da existência de laje de esteira).

Cobertura verde (ajardinada)

As coberturas verdes são uma opção interessante, desde que bem executadas, uma vez que contribuem para o conforto no interior da habitação, para além de influenciar positivamente o microclima urbano. São ainda pouco comuns no nosso país.

Sendo um tipo de cobertura muito especifica é necessário ter especial atenção à impermeabilização já que a presença da água é constante devido à existência de terra e plantas. A camada drenante deverá por isso ser constituída por um elemento filtrante permeável à água mas capaz de reter os elementos vegetais mais finos. 

Nos exemplos acima referidos, o isolamento térmico pode ainda ser colocado pelo lado interior da divisão, embora seja menos eficiente do que aquele que é colocado pelo lado exterior. Pelo lado interior, este pode ser colocado entre a estrutura resistente e o tecto falso (seja em camada ou mesmo como revestimento aderente à estrutura). 


Envidraçados 

As superfícies envidraçadas adquirem uma especial importância uma vez que contribuem significativamente para o conforto no interior da habitação. Devem ser estanques à água, permeáveis ao ar e resistentes à acção do vento.

De acordo com as suas características e orientação solar poderá ser feito ou não o aproveitamento passivo da radiação solar. O tipo de caixilho, tipo de vidro e o tipo de sombreamento irão permitir maiores ou menores trocas térmicas entre o interior e o exterior.

Assim, os vidros devem ser duplos e os caixilhos devem ser eficientes. Existem no mercado várias opções quanto ao tipo de material de caixilho – madeira, alumínio, pvc – e devendo optar-se por aqueles que sejam mais amigos do ambiente e com melhor desempenho energético. 

Deve ser dada também dada especial atenção à sua protecção– o sombreamento deve ser feito de forma eficiente e, sempre que possível, pelo lado exterior e interior (caso não seja possível, preferencialmente pelo lado exterior). Exteriormente, pode ser feita através de elementos fixos na fachada, de que são exemplo as palas, ou por dispositivos móveis (por exemplo, estores). Pelo lado interior, é usual, e eficiente, o uso de estores ou cortinados de tecido. 

Caso se usem estores é importante verificar se a caixa de estore se encontra isolada adequadamente para que se evitem as infiltrações de ar indesejadas que se tornam incómodas e aumentam o desconforto no interior. É também importante que se encontre devidamente impermeabilizada para que este não seja um ponto de entrada de água. 

Por estes motivos é fundamental que estes elementos sejam de qualidade e devidamente utilizados para que se consiga tirar partido do seu comportamento e assim alcançar o conforto no interior da habitação.


Fonte: Ecocasa

Propomos-lhe que leia também: Arquitectura Bioclimática | Vantagens e custo


18 de Novembro de 2010

Habitação bioclimática | Conforto em casa






Uma habitação bioclimática reúne boa arquitectura, optimização do clima, protecção do ambiente e poupança. Só em electricidade e gás pode poupar mais de 250 Euros anuais.







Projectar e construir um edifício considerando a envolvente climática é o objectivo da arquitectura bioclimática. Deste conceito advêm ganhos bastante significativos. Tanto no Inverno, como no Verão, quase não precisa de aquecer ou arrefecer as divisões de casa. Tal repercute-se na conta da electricidade e de gás, mais baixa do que em construções onde o conforto térmico não está assegurado. Portugal tem um clima bastante favorável à adopção destes princípios.

Para perceber como aplicar algumas técnicas na sua casa, de modo a conseguir um maior conforto térmico, pode recorrer às agências de energia, municipais ou regionais. A Agência para a Energia (www.adene.pt) tem informação sobre o Sistema de Certificação dos Edifícios e os novos regulamentos.

Construção atenta aos pormenores
  • A orientação das fachadas da casa a Sul é favorável, no Inverno ou Verão, desde que com sistemas de sombreamento a proteger do sol directo. Numa sala de 30 m², por exemplo, as necessidades de arrefecimento podem aumentar em 1 kW, se a sala for orientada a Oeste, em vez de a Sul.
  • O isolamento térmico das paredes simples previne fugas de calor entre o interior e o exterior da habitação. O mesmo deve ser colocado no exterior, revestindo paredes e vigas e evitando as pontes térmicas. Uma parede simples isolada pelo exterior evita até 50% das perdas de calor.
  • Os vidros duplos protegem do calor e do frio. Têm duas camadas de vidro, separadas por uma câmara de gás inerte, de maior efeito isolante. As perdas de calor para o exterior reduzem-se em 45% com uma janela de vidro duplo e caixilharia isolante.
  • A chamada Parede de Trombe é constituída por um vidro exterior orientado a Sul, uma caixa-de-ar e uma parede de grande inércia térmica (de tijolo maciço, por exemplo). Estas paredes acumulam o calor do Sol durante o dia, transmitindo-o para o interior durante a noite.
  • A técnica de arrefecimento pelo solo permite refrigerar as divisões, fazendo passar ar do exterior por tubos enterrados, onde arrefece, sendo depois libertado na casa. No Inverno, o mesmo sistema permite pré-aquecer o ar.
  • A água pode ser usada para arrefecer o ar. Caso haja espaço disponível em frente à habitação, é possível criar espelhos de água. A evaporação da água dá-se junto às paredes exteriores da casa, diminuindo a temperatura do ar em seu redor.
  • As palas, ou varandas, por cima das janelas ajudam, durante o Verão, a quebrar a incidência directa do Sol.
  • As janelas basculantes permitem, com o estore parcialmente fechado, arejar a casa. Por sua vez, as janelas pequenas evitam o arrefecimento excessivo das casas viradas a Norte.
  • A forma do edifício influencia as perdas e os ganhos de calor entre o interior e o exterior. Quanto mais compacto for o edifício, menor serão as perdas energéticas. Além disso, uma casa baixa está menos exposta ao vento.
  • O uso de vegetação, de preferência a Este e a Oeste, evita a entrada de radiação solar directa através das janelas e protege as paredes exteriores do excesso de calor. A vegetação também protege do vento e oxigena o ar.
  • A utilização de painéis solares fotovoltaicos permite converter a energia solar em eléctrica, enquanto os colectores solares têm a vantagem de usá-la para aquecer água. A instalação destes sistemas leva à redução do consumo de energia eléctrica.

No poupar está o ganho
  • A falta de conforto térmico nas casas resulta de problemas construtivos. Para ultrapassar o desconforto, gasta-se electricidade em excesso para aquecer ou arrefecer. Porém, as casas construídas segundo critérios bioclimáticos apresentam temperaturas que, na maior parte do ano, dispensam equipamentos de aquecimento ou arrefecimento. Num edifício, a fase de maior impacto ambiental é a da construção, dado concentrar a grande fatia de consumo energético. Aqui, a arquitectura bioclimática é crucial nos mecanismos a que recorre para o diminuir: a orientação solar, o correcto posicionamento do edifício no terreno, a escolha adequada dos materiais de construção.
  • Os materiais de construção também influenciam as condições climatéricas no interior. A inércia térmica, própria dos materiais pesados, como dos tijolos maciços e da pedra, é importante em casas bioclimáticas. Com grande inércia térmica, mantêm-se mais tempo frescas durante o dia, enquanto armazenam calor, que libertam à noite.
  • Considerando um cenário de consumo de 12 500 kWh/ano, correspondente a um gasto de electricidade de cerca de € 65 mensais e de € 35 de gás, a redução em 80% da fatia do aquecimento significa uma poupança anual superior a 250 euros.

Nota: No caso das habitações POMinvest, mais de 95% das técnicas de construção acima mencionadas, estão contempladas. Veja aqui a nossa apresentação.


Fonte: DECO 


17 de Novembro de 2010

Crédito à habitação | Cada casa é um caso. Não há menus fixos


A taxa variável traz ganhos com baixas de juros, a fixa garante previsibilidade... Não há soluções ideais, só soluções que se adaptam a cada bolso

Numa altura em que começam a ser cada vez mais evidentes os sinais de que o Banco Central Europeu (BCE) se prepara para voltar a subir as taxas de juro, torna-se ainda mais aconselhável respeitar as regras de ouro se estiver a pensar em comprar casa. É que a Euribor em alta pode representar um aumento das despesas de quase 300 euros por mês.

O crédito à habitação é uma das despesas que mais pesam no orçamento familiar dos portugueses. Por isso, há que fazer uma boa escolha para que o encargo não se torne um verdadeiro inferno mensal. Lembre-se de que, depois de assinar o papel, o empréstimo o vai acompanhar durante várias décadas.

Depois de meses de relativa tranquilidade - com a prestação da casa a acompanhar a descida das taxas Euribor -, os consumidores estão em contagem decrescente para o dia em que a tarefa se voltará a complicar, altura em que a Euribor retomará a trajectória ascendente. "Os portugueses podem ver a sua prestação mensal aumentar várias centenas de euros daqui a alguns meses, caso esta volte a atingir valores idênticos aos de 2008", refere a Associação de Defesa do Consumidor (Deco). 

A Deco recorda o período em que as taxas atingiam 5%. "Em finais de 2005 começaram a subir, tendo atingido o valor máximo em Outubro de 2008. Seguiu-se uma queda acentuada que atingiu valores próximos de 1% entre Março e Abril deste ano." "As famílias que em 2008 viram o seu orçamento reduzido devido à subida da prestação puderam suspirar de alívio com os valores dos últimos meses."

Mas nem sempre as tendências são tão lineares. De acordo com a associação, o spread aplicado pelas instituições financeiras aos novos contratos teve um comportamento oposto ao da Euribor, ou seja, desceu quando esta subiu e aumentou assim que esta entrou em declínio. "Enquanto em Agosto de 2008 os spreads oscilavam entre 0,49% e 1,56%, em Agosto de 2010 já iam de 1,05% a 3,02% - isto é, duplicaram", diz a Deco.

Segundo os cálculos da associação de defesa do consumidor, um crédito de 100 mil euros com a Euribor a 6 meses e um spread de 3,02% pode ver a prestação disparar até mais 258 euros mensais caso o BCE enverede por um rumo que leve as taxas aos níveis de 2008. 

Taxa fixa ou variável? Se vai pedir um empréstimo para compra de casa, prepare-se para os bancos oferecerem o chamado crédito standard ou tradicional - taxa variável indexada, mas com prestações constantes -, em que nos primeiros anos paga mais juros e amortiza pouco capital para a situação se inverter no final do prazo. "A solução nem sempre é ideal", diz a Deco, mas é apontada a "quem está em início de vida e tem de esticar o salário até ao fim do mês ou não gosta de estar sujeito aos humores da taxa de juro" pelo menos nos primeiros anos do crédito, refere.

Por isso, a questão que se coloca nesse momento é decidir se deve optar por uma taxa fixa ou variável. Regra geral, em períodos de descida das taxas de juro as variáveis tendem a compensar. No entanto, em época de subidas de juro, como se verificou nos últimos três anos, a taxa fixa é mais compensadora.

Além disso, as taxas fixas que são praticadas actualmente pelos bancos estão mais altas do que a média das Euribor. Por esse motivo, na maioria dos casos, um empréstimo indexado a uma taxa fixa é mais caro e o cliente desconhece quando termina o empréstimo. "Se a taxa variável nunca atingir os valores praticados na fixa, os consumidores que tenham optado pela segunda hipótese estarão a fazer um mau negócio", refere o economista da Deco, Vinay Pranjivan. Contudo, há algo que a taxa fixa oferece que não se pode medir em euros mas faz toda a diferença quando se trata de sobreviver ao mês ou não: previsibilidade. Saberá sempre quanto vai pagar, sem ter de se preocupar se daqui a um ano e meio a sua prestação estará 150 ou 300 euros mais alta. 

No fundo não há soluções milagrosas. Para saber como decidir, o consumidor tem de analisar bem cada uma das opções e escolher a que mais se adequa às suas necessidades. Além disso, não se esqueça de que convém ter sempre um fundo de maneio antes de pedir um crédito, pois há muito tempo que os bancos deixaram de emprestar 100% do valor pedido - estão a emprestar no máximo 80% do dinheiro necessário e não é de prever que as facilidades voltem rapidamente ao mercado.

Também as avaliações das casas estão mais baixas, o que obriga os consumidores a ter um dinheiro extra para compensar a perda de valor.

Negociação Há ainda pequenos truques que o podem ajudar a reduzir a sua prestação [ver caixa ao lado]. A fórmula é simples: quantos mais produtos adquirir, mais atractivas são as condições de crédito. Além da domiciliação do ordenado e o pagamento de despesas a partir da conta à ordem, fazer um seguro de vida ou um seguro multirriscos pode trazer vantagens no valor a pagar ao final do mês. Mas os benefícios poderão não ficar por aqui. Fazer um seguro de saúde, pedir um cartão de crédito ou subscrever um plano de poupança poderão desencadear um verdadeiro milagre, com os bancos a reduzirem o spread ao mínimo. 

Para quem está a negociar o crédito à habitação, um dos parâmetros a ter sempre em conta é o spread proposto pelo banco, já que um valor elevado vai penalizar muito a prestação. Não se esqueça de que "depois de aceitar as negociações e de assinar o contrato se torna mais difícil mudar as condições [ver caixa ao lado].

Fonte: Ionline


16 de Novembro de 2010

Habitação | Como vender a casa sem perder dinheiro


Como vender uma casa sem perder dinheiro

O mercado imobiliário atravessa uma crise, a oferta é maior que a procura, logo a dificuldade na venda de uma casa é deverás maior, a solução para resolver o problema da falta de procura é baixar o preço, logo será mais fácil convencer os interessados, pois o negócio ganha contornos de oportunidade imperdivél. Mas se é uma oportunidade imperdível para o comprador pode ser um grande mau negócio para o vendedor. Como vamos olhar o problema da venda de casa em tempos de crise, convêm utilizar outras opções à da redução do preço da venda.
O visual e aspecto da casa é um dos factores que valoriza um imóvel, como é revelado no artigocomo avaliar um imóvel, assim é importante tomar algumas decisões que irão valorizar a casa e assim tornar o negócio mais apetecivel para o comprador, sem prejudicar financeiramente o vendedor.

Pintura da casa
Pintar um casa não é dispendioso, pode contratar um pintor profissional ou fazer por si próprio, conforme as capacidades para a bricolage. A verdade é que a casa ganha um novo aspecto, parece quase nova, pintada de fresco, pelo menos determinadas divisões, como quartos, salas e corredores, todas expectuando a cozinha e as casa de banho.

Remodelar casas de banho e cozinha
Remodelar totalmente uma casa é dispendioso, mas certamente será muito menos se encontrar alguém que pratique preços acessiveis, e não escolha os materiais mais caros do mercado. As divisões como as casas de banho e a cozinha, são as que mais empatia criam aos interessados, logo é bom que sejam modernas e tenham um gosto concensual para assim facilitar e motivar os compradores a avançar para a escritura de venda. A remodelação destas divisões é o melhor investimento que pode fazer, pois um remodelação de 10.000€ pode valorizar a casa em mais de 25.000€, se bem algumas pessoas defendam precisamente o contrário.

Reparar o que está estragado/danificado
Ninguém gosta de comprar coisas que não funcionam, um arranjo que pode custar 100 ou 200 Euros pode ditar o afastamento de um verdadeiro interessado, e como cada um é como cada qual, o melhor é não facilitar, um pequeno erro pode ser a diferença entre concretizar um negócio ou não.

Ambiente
Existem empresas especializadas em criação de ambientes de venda, especialmente no estrangeiro, e não será por acaso, é a atenção aos pequenos pormenores que influênciam a venda, a decisão de compra, algumas coisas básicas é a arrumação impecavel, a utilização de espelhos para que as pessoas se vejam na casa, é a mesa estratégicamente composta com algumas peças de fruta, a temperatura deve ser adequada tal como deve ser utilizado o ambientador para influenciar os interessados, despertar todos os seus sentidos é obrigatório, não se esqueça dos cuidados a ter com a iluminação.
Estes são os principios básicos para conseguir vender mais facilmente uma casa, a conjugação destes pormenores assim conseguir vender sem ter de recorrer à forma mais fácil que é descer o preço da venda, contudo terá uma conjunto de tarefas a realizar antecipadamente.

Fonte: Investidor


15 de Novembro de 2010

China | Hotel de 15 andares construído em 6 dias!


Parece impossível mas não é. Um hotel de 15 andares foi construído em apenas seis dias.

A construção do Ark Hotel em Changsha, na China, não usou guindastes fixos e não registou qualquer acidente de trabalho. O edifício está suportado por colunas pré-fabricadas, mas resiste a um terramoto de grau 9, é à prova de som e tem isolamento térmico.


Veja o vídeo