31 de Maio de 2012

Autodesk Homestyler | Projecte os interiores da sua casa


A maneira mais rápida e fácil de projectar a casa dos seus sonhos.

Faça você mesmo!

O Autodesk Homestyler é gratuito e fácil de usar. Este software on-line permite elaborar projectos de interiores que poderão dar vida aos seus mais elaborados sonhos. Poderá criar plantas com todos os detalhes de acabamento, como portas, janelas, mobiliário e cores/tons.

Possui mais de 40.000 combinações de produtos, cores/tons, acabamentos e dimensões. Permite ainda alternar opções até encontrar o solução correcta. No final, pode visualizar o resultado com snapshots de alta resolução e imagens panorâmicas interactivas de 360º.

Pretende uma segunda opinião? Ok, então poderá partilhar os snapshots com amigos ou entusiastas de decoração na galeria de projectos no Facebook ou, simplesmente envià-los por e-mail.

Embora este serviço esteja disponível para todos os browsers de Internet, se usa o Google Chrome - o que recomendamos - tem também a possibilidade de o utilizar como uma app.

Porém, existem mais apps relacionadas com este assunto - arquitectura/decoração de interiores - que podem ser consultadas e descarregadas, aqui.

Nota: Estes softwares poderão dar uma ajuda, no entanto, na nossa modesta opinião, não  substituem o trabalho de um bom(a) profissional na matéria. Esses, têm acesso e conhecimento sobre tendências, materiais e texturas, que dificilmente o cidadão comum possui.


Veja o vídeo



Poderá aceder a mais vídeos da Autodesk - com algumas dicas - aqui.


30 de Maio de 2012

Ambiente inteligente | É a chave para casas e cidades no futuro


Já todos ouvimos falar dos smartphones e, a qualquer momento, a maioria de nós terá um. Não muito depois, será a vez das casas inteligentes.

Não é necessário esperar muito mais, garante Diane Cook, uma das principais investigadoras na área da inteligência artificial da Universidade de Washington.

Num artigo publicado na revista Scientific American, Diane enumera todas as tecnologias já desenvolvidas que podem ser utilizadas para dar um pouco mais de inteligência às casas.

Segundo a mesma, não falta muito para que as casas cumpram o papel de "agentes inteligentes", dotadas de sensores e software que antecipam as nossas necessidades, realizando automaticamente tarefas que podem melhorar as nossas vidas, facilitando a interaçcão social e, sobretudo, ajudando a economizar - eficiência energética. 

Casas que pensam



Muitas casas já possuem a maior parte da tecnologia necessária a estas tecnologias:  sensores que vêm já embutidos nos fornos de microondas, televisões e timers para ligar e desligar electrodomésticos. O que falta é interligar tudo.

“Queremos que a casa como um todo, "pense", sobre o que quer que seja, e que use "a sua inteligência" para realizar determinadas tarefas no tempo certo”.

Essa é exactamente a especialidade desta engenheira, que tem vindo a aplicar inteligência artificial em sistemas de automação residencial.

O seu actual laboratório é um conjunto de 18 apartamentos na cidade de Seattle, onde está a testar um sistema de monitorização de idosos que dispensa a presença física dos seus  acompanhantes.

Os sensores espalhados pela casa alertam o acompanhante, pela internet ou pelo telemóvel, caso o idoso não tenha realizado alguma tarefa programada.

Isso inclui a hora de acordar e deitar, horário das refeições, dos medicamentos e até se o idoso está a deixar o banho para o dia seguinte.

Com a tendência mundial do envelhecimento da população, o cuidado aos idosos é visto como um dos mercados mais promissores para as novas tecnologias. 

Câmeras em toda a casa

Outras tecnologias já em testes incluem a programação de equipamentos como máquinas de lavar roupa e louça, máquinas de secar roupa, manutenção da temperatura da água nos reservatórios e alertas, caso algum aparelho seja ligado ou desligado. 

Do lado da interacção, a ideia é usar tecnologias como o Bluetooth e o WiFi para permitir a comunicação remota, sem necessitar de usar as mãos, a partir de qualquer parte da casa.

Será a era do "Skype em todo o lado," diz Diane, o que, segundo a mesma, inclui câmeras espalhadas por todo lado. Assim será mais fácil seguir idosos e crianças. 

Privacidade e segurança 

Esta investigadora preocupa-se também com as questões de privacidade e segurança, como o risco de ter imagens, voz ou dados a serem visionados por observadores indiscretos. 

"As tecnologias das casas inteligentes, assim como muitas outras, enfrentam o desafio clássico de serem aceites e adoptadas," diz. 

Nas suas investigações, os dados mostram que a maior resistência vem dos mais velhos. Eventualmente porque ninguém gosta que os outros fiquem a vigiar a hora a que tomamos banho - ou não. 

"Em última instância, quando as pessoas tiverem uma melhor percepção do que estas tecnologias fazem, ou podem fazer, por elas, e virem a sua utilidade, a sua adopção será um sucesso. Acredito que algumas tecnologias vão ganhar maior visibilidade logo que comecem a ser utilizadas."


Veja o vídeo com Diane Cook


Fonte: Universidade de Washington (adaptado)


29 de Maio de 2012

Switch Lighting | Lâmpadas LED com refrigeração líquida


Switch Lighting - uma startup americana - acabou de lançar umas lâmpadas que são bastante diferentes das lâmpadas LED convencionais, já que os LEDs ficam colocados na parte superior, sendo preenchidos com um líquido que as ajuda a distribuir e dissipar o calor.

Este sistema permite que as lâmpadas sejam não só bastante idênticas fisicamente às tradicionais, como também permite que a luz seja projectada de forma mais equilibrada.

As primeiras lâmpadas a ser lançadas destinam-se a substituir as incandescentes de 40, 60 e 75W (consumindo entre os 8 e 17W) e terão um preço entre os $40 e os $50 dólares. 

Brevemente, segundo a empresa, esperam oferecer um modelo que substitua as lâmpadas de 100W. No próximo ano, contam ter modelos ainda mais económicos e mais atractivos para os  clientes domésticos.

Uma alternativa interessante às marcas líderes de mercado - Philips e Osram.


Casa activa - Dinamarca | A experiência da família Simonsen

À primeira vista, pouco distinguia esta casa situada em Lystrup - subúrbio da cidade dinamarquesa Aarhus - das moradias vizinhas.

À primeira vista, pouco distinguia esta casa situada em Lystrup subúrbio da cidade dinamarquesa Aarhus - das moradias vizinhas. Mas logo à entrada, um painel digital revelava aos visitantes o que ali existia de diferente.

«Deste lado, vemos o consumo de electricidade, aqui, está a produção fotovoltaica e isto mostra-nos a produção de aquecimento solar», explicava Sverre Simonsen, que se mudou há dois anos e meio para aquela casa, enquanto apontava para o painel de controlo da domótica - automação residencial.

A família Simonsen (um casal e duas crianças com seis e nove anos, à época) testou a casa durante um ano, tomando nota das vantagens, mas também dos aspectos que podiam ser melhorados.

O conceito era simples: demonstrar como é possível contribuir para o desenvolvimento sustentável, obtendo um equilíbrio entre a utilização e a produção de energia.

A ‘Home for Life’ é uma das oito «casas activas» que as empresas Velux e Velfac estão a desenvolver em vários países europeus. A arquitectura é moderna, os espaços são amplos e bem iluminados, graças às janelas rasgadas nas fachadas e às clarabóias abertas nos quartos do primeiro andar. A energia é fornecida por colectores solares, que aquecem as águas e o piso radiante e painéis fotovoltaicas que "fornecem" electricidade. Estes últimos - painéis fotovoltaicos - praticamente não funcionaram, tendo mesmo revelado-se inapropriados devido ao excesso de neve que se acumulou sobre eles e ausência de sol durante todo o inverno. Os novos projectos já não contemplam painéis fotovoltaicos, apenas colectores térmicos. Obviamente que em Portugal este problema não se coloca, não temos problemas com excesso de neve e ausência de sol.

A habitação recorreu também a bombas de calor que forneceram o aquecimento quando não havia sol - o que aconteceu entre Novembro de 2009 e Fevereiro de 2010, um dos Invernos mais rigorosos de sempre na Dinamarca! - que «consumiam menos electricidade do que o normal». Durante oito meses por ano, supostamente, a casa produziria mais energia do que a que aquela que consumia, enviando para a rede o excedente anual de electricidade, que se situaria nos 9,4 quilowatts/hora por metro quadrado, segundo as estimativas. No entanto, não conseguimos encontrar informação que valide estes números após um ano de testes! 

Como não seria possível vender a energia excedentária, os Simonsen cediam-na à rede eléctrica, sabendo que a iam recuperar quando fosse necessário. «Não compramos, nem vendemos. Damos e vamos buscar quando precisamos», dizia Sverre no início dos testes. Era suposto que esta família não recebesse qualquer factura de aquecimento ou electricidade no final de cada mês, o que também não conseguimos validar! Naquela casa, a área envidraçada era bastante superior ao normal (40% de janelas - "com vidros triplos" - face à área de construção), garantindo uma entrada optimizada da luz solar.




O custo (£500.000 – 625.000 euros, por 190 metros quadrados) e o receio do "excesso" de tecnologia, pode afastar potenciais interessados no futuro. «As pessoas têm medo que as casas sejam demasiado compllexas para viver», admitiu Rykke Lildholdt, enquanto Sverre Simonsen garante que a família se habituou rapidamente e que a «automação proporcionou um ambiente sempre agradável». «É quase tudo controlado por controlo remoto e é muito fácil de operar. Claro que às vezes as luzes desligavam-se automaticamente quando nós não queríamos, mas julgo que isso é um incómodo menor».

Sverre assume também que as janelas da sala, às quais faltavam cortinas, podiam ser desconfortáveis à noite «quando toda a gente que passava espreitava lá para dentro». Mas a luz é um dos aspectos mais notáveis, acrescentou. «Tinhamos uma bela vista e esta experiência foi muito agradável. Trazíamos o exterior para o interior», relatou Sverre que já decidiu abrir mais uma janela na sua casa, agora que já regressou ao seu antigo lar. «Esta experiência tornou-nos mais conscientes e acho que isso é uma coisa que vamos usar no futuro», resumiu.

Resumindo, as casas mais "amigas do ambiente", ao contrário do que muita gente ainda imagina, exigem um investimento inicial superior às tradicionais - devido à quantidade de tecnologia que incorporam. São, isso sim, bastante mais confortáveis, sustentáveis e mais económicas nos seus custos de funcionamento/exploração. Por outras palavras, possuem um TCO  (Total Cost of Ownership) mais favorável. Algo a que os nórdicos dão bastante importância e que por cá, muitos ainda desconhecem!

Esta casa dispunha de domótica, para gestão total da casa - incluindo controlo da temperatura ambiente -, painéis fotovoltaicos, colectores térmicos e bombas de calor para aquecimento de águas e climatização central - piso radiante, cisterna para aproveitamento das águas pluviais, entre outras soluções.

A maioria das soluções acima apresentadas nesta casa, fazem já parte das soluções que a POMinvest propõe nos seus projectos, há alguns anos. Infelizmente em Portugal ainda não existe uma consciência ambiental equivalente à dos países nórdicos!

Este tipo de habitações - casas activas - são cada vez mais populares nos países da Escandinávia, Alemanha e Áustria.

Nota: Estas casas, sendo desenvolvidas em parceria com a Velux - empresa conceituada no desenvolvimento de janelas - incorporam, na nossa modesta opinião, um número algo exagerado de janelas da marca - janelas dos telhados. Possuem ainda uma arquitectura que, pouco ou nada tem a ver com o que de melhor que se produz na Dinamarca - um dos países do mundo mais evoluídos em arquitectura contemporânea/bioclimática. Existem porém soluções arquitectónicas sustentáveis bastante mais apelativas à vista, na Dinamarca e em Portugal!



Fontes: The Guardian e The Telegraph


28 de Maio de 2012

Rainplus | Sistema sifónico de drenagem de águas pluviais


A água é hoje um recurso escasso que se transformou, nas últimas décadas, num bem de extrema importância económica. As alterações climáticas acentuaram o fenómeno e o seu uso racional tornou-se uma prioridade. Deveremos, por isso, potenciar o seu uso eficiente e a sua redução no desperdício motivando uma utilização consciente. 

Rainplus, da italiana Valsir, representa um avanço para o sector da construção na drenagem de águas pluviais das coberturas dos edifícios de média e grande dimensão. O sistema utiliza a altura dos edifícios como força motriz, permitindo assim, atingir velocidades de fluxo elevadas, maximizando a eficiência da drenagem.

Trata-se de um sistema sifónico de drenagem de águas pluviais, projectado para garantir a máxima performance com níveis mínimos de acumulação de água nas coberturas. Esta tecnologia, segundo a Valsir, garante a drenagem das águas pluviais com a máxima segurança em edifícios de média e grande dimensão. 


Algumas vantagens do sistema 

- Mais económico que os sistemas tradicionais de drenagem. 

- Redução de espaço ocupado devido à instalação de colectores sem qualquer inclinação sendo o tubo de queda posicionado na periferia do edifício. 

- Elevada performance e auto-limpeza das tubagens devido ao funcionamento em secção cheia. 

- Eco-sustentabilidade devido à facilidade em direccionar os tubos para reservatórios de recolha de águas pluviais e reutilização da água recolhida para sistemas de rega, combate a incêndio, etc. 

- Número reduzido de tubos embutidos no pavimento. 

- Maior flexibilidade de projecto devido à possibilidade de escolha sobre a localização do tubo de queda. 


De acordo com alguns estudos, 50 % da água utilizada em máquinas de lavar roupa, autoclismos, rega de jardins ou lavagem de pavimentos e de carros, pode ser substituída por água da chuva. Sendo a sustentabilidade das casas que projecta e edifica uma preocupação da POMinvest, há muito que - entre outras soluções sustentáveis - contempla soluções para armazenamento de águas pluviais. No entanto, esta nova solução, inova pela forma como faz o aproveitamento e recolha das mesmas. 


Devemos estar cada vez mais sensibilizados para o uso racional dos recursos naturais, em particular, da água! 


Veja o vídeo 



Nota: Sistema comercializado em Portugal pela OLI.


25 de Maio de 2012

Bombas termo-eléctricas | Calor em casa por 10.000 anos


A maioria das bombas de calor tem uma vida útil média de 10 a 20 anos mas, investigadores  noruegueses das Universidades de Stavanger (USN) e de Oslo, acreditam numa nova e revolucionária bomba termo-eléctrica para produção de calor em casa - por exemplo - que, segundo os mesmos, terá uma vida útil de até 10.000 anos!

Estas novas bombas podem ser montadas em dispositivos de qualquer formato ou dimensão.

Bombas de calor, ou bombas térmicas, são mecanismos que transferem temperatura por meio de um ciclo termo-dinâmico, sendo utilizadas principalmente para o aquecimento. 

Milhares de micro bombas de calor em casa 

O segredo da "imortalidade"de até 10.000 anos de vida útil, está na miniaturização - imagem acima com a comparação entre o tamanho de uma moeda e uma bomba de calor termo-eléctrica -  e eliminação das partes móveis. 

A nova bomba de calor consiste em inúmeras bombas em miniatura, cada uma com uma dimensão não superior a um milímetro cúbico. 

Para aquecer uma casa, por exemplo, serão necessárias vários milhares. Contudo, este não é um problema, porque a sua estrutura permite que sejam fabricadas exactamente assim, aos milhares. 

Mais importante ainda, a sua estrutura pode possuir qualquer formato, ajustando-se à aplicação necessária, sendo ainda mais amiga do ambiente que as bombas actuais. 

Ligas termo-elétricas 

Para eliminar as partes móveis, os investigadores utilizaram ligas termo-eléctricas, eliminando compressores, tubagens e, sobretudo, os gases de refrigeração, geralmente pouco amigos do ambiente. 

Assim, a electricidade é convertida directamente numa diferença de temperatura, podendo ser utilizada, por exemplo, como sistemas de aquecimento central para casas. 

“Não queremos usar mais grandes aquecedores que queimam madeira no meio da casa – recuperadores de calor, como nos velhos tempos. Pretendemos criar fontes de calor de menores dimensões e mais limpas," afirmou Hansen, um dos investigadores noruegueses. 

Exemplifica afirmando que as micro-bombas de calor podem ser montadas em planos e colocadas sob os pisos - fazendo assim com que o calor flua do piso para cima, em direcção ao tecto das casas, aquecendo a casa por inteiro e de uma forma mais homogénea. 

“Quanto maior for a superfície, maior a quantidade de calor produzida pela bomba”, afirmou o investigador. 

O fenómeno da termo-eléctrica é conhecido há mais de cem anos. Ainda assim, só agora é que estamos a tentar descobrir como podemos utilizá-lo para bombear calor em nossas casas, afirmou Jan Kåre Bording, engenheiro-chefe da Universidade de Stavanger - Noruega.



Nota: Existem vários tipos de bombas térmicas de calor, no entanto, as mais utilizadas e conhecidas são os aparelhos de ar-condicionado. Daí, os investigadores acima se referirem aos gases de refrigeração.


21 de Maio de 2012

WinDSC | Energia eléctrica a partir dos vidros dos edifícios


Uma equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desenvolveu um projecto - WinDSC - Desenvolvimento de sistemas inovadores para integração fotovoltaica em edifícios - que permite gerar energia eléctrica a partir das superfícies envidraçadas dos edifícios.

A equipa, conseguiu resolver várias limitações das células estudadas para o desenvolvimento deste projecto. As células solares sensibilizadas com corante - em inglês Dye-Sensitized Solar Cells (DSC) - são células fotovoltaicas que mimetizam a natureza na produção de energia. São constituídas por substâncias químicas abundantes não perigosas, que oferecem a possibilidade de produzir electricidade com baixos custos.

O projecto


A ideia incide essencialmente na produção de energia através de painéis fotovoltaicos instalados nos vidros dos edifícios, com uma configuração discreta e singular, em vidros duplos, estéticos e graciosos. 

Este projecto, que abrange células fotovoltaicas ambientalmente sustentáveis, vai ainda permitir amortizar o valor dos painéis, apenas pelo consumo da energia eléctrica produzida, sem que os responsáveis tenham de esperar pelos subsídios do estado. Outro facto que valoriza o projecto é a possibilidade de oferecer condições de emprego a inúmeras pessoas, contribuindo para a economia portuguesa. 

Apesar destas vantagens, as células ainda não estão disponíveis comercialmente, dado que não existem soluções tecnológicas para algumas das suas configurações. Foi desta forma que surgiu a parceria entre a FEUP e a EFACEC, envolvendo também as empresas CUF-QI, CIN e EDP-Inovação, que resultou no desenvolvimento de uma tecnologia de soldadura por vidro assistida a laser, permitindo resolver o problema da selagem das células, com um custo bastante reduzido.

Foi ainda desenvolvida outra tecnologia, que permite ter substratos (os vidros de suporte) condutores eléctricos, visualmente atractivos e com um custo de produção também baixo.

Estes dois aspectos (para além de outros que deverão tornar estas células mais eficientes, mais ecológicas e mais baratas futuramente) levaram à decisão de arrancar com o projecto de forma viável e, posteriormente com a construção da primeira fábrica de DSCs em Portugal e a nível mundial.

O protótipo semi-industrial do painel fotovoltaico terminou recentemente, estando agora em curso o projecto da fábrica e simultaneamente a procura de financiamento. A fábrica deverá ter um custo aproximado de 5 M€, exceptuando o edifício, e uma capacidade de produção anual de cerca de 1 MW. A comercialização desta tecnologia, deverá estar no mercado dentro de dois anos, segundo se pode ouvir no vídeo abaixo.

Uma vez mais, uma equipa de investigadores portugueses mostra ao mundo que somos bons!

"O que é nacional é bom, muito bom!"

Professor da FEUP distinguido com Advanced Grant - 7 Dec 12 


Veja o vídeo sobre o assunto a partir do 6 min e 15 seg


18 de Maio de 2012

Reabilitação imobiliária | Não é fácil ser-se verde - casa


Nem sempre é fácil renovar a casa de uma forma sustentável, que o diga, Julia Hailes - consultora sobre sustentabilidade à mais de 25 anos.

Quando esta consultora decidiu renovar ecologicamente a sua casa, em 2010, nada podia correr mal. 

Para além de um quarto de século dedicado à sustentabilidade, Julia Hailes escreveu nove livros ligados ao tema, incluindo um sobre edifícios verdes. Mas o processo começou logo mal. “Perdi o incentivo financeiro do programa Superhomes - programa britânico que promove a renovação ecológica de habitações antigas - por 1%. Neste programa, é possível recebermos ajuda se reduzirmos as emissões de uma propriedade em 60%. A minha percentagem ficou-se pelos 59%”, explicou a profissional ao Financial Times

Foi também no jornal britânico que Hailes contou as peripécias da renovação ecológica da sua casa. Em primeiro lugar, conta a profissional, desprezou a importância das janelas na eficiência energética. 

“Mandei-as reparar e reforçar o seu isolamento, o que reduziu as perdas de calor, mas deveria, claramente, ter instalado vidros duplos”, explicou. O maior erro de Hailes foi ter reparado as janelas antes de tratar da renovação ecológica do resto da casa. 

Segundo a consultora de sustentabilidade, o “isolamento é a chave da renovação ecológica”. 

“Dado que vivo no último andar, pensei que poderia excluir o isolamento do chão e beneficiar do calor dos andares de baixo, mas o meu arquitecto disse-me logo que não”, explicou. E há duas razões para isso. Em primeiro lugar, o isolamento traz benefícios acústicos, reduzindo a transferência de ruído entre pisos; em segundo lugar, o andar de baixo pode estar livre e, assim sendo, não contribuir em nada para o aquecimento do andar superior. 

Outro dos pontos abordados por Julia teve como pano de fundo os sistemas de controlo de informação. A consultora instalou um Hab Shimmy, que lhe dá informação relacionada com consumos de electricidade, gás e utilização de água, assim como informação sobre eventos locais e sistemas de transporte. Ou seja, através de uma aplicação táctil, Julia consegue agora saber os horários do autocarro e para quando está prevista a próxima acção de reciclagem. 

Leia o artigo de opinião de Julia Hailes no Finantial Times  - em inglês - e saiba quanto pode custar - financeiramente, em tempo e decisões - uma renovação ecológica da sua casa. 

“Comecei este projecto com uma grande vantagem sobre o cidadão comum, porque sou especialista em ambiente. E mesmo assim, foi difícil, apesar de me ter socorrido de um eco-arquitecto”, concluiu. Ou seja, no que à renovação ecológica - reabilitação imobiliária - de uma casa diz respeito, o melhor mesmo, é ter paciência e escolher os materiais e os profissionais certos! 

Se pretende reabilitar a sua casa, transformando-a numa habitação mais amiga do ambiente, fale connosco. Temos o conhecimento dos materiais a aplicar e os profissionais certos - através do nosso serviço Home-Lifting.


Fonte: Green Savers (adaptado)


17 de Maio de 2012

OWL | Monitorização de energia eléctrica - monitores wireless


Monitorização de energia eléctrica - Monitores wireless

Uma boa gestão energética, por força da austeridade que nos foi imposta, é algo que deve ser tido em conta hoje em dia, uma vez que os rendimentos da maioria da população têm diminuído e o preço da energia tem subido.
Embora já tenhamos aqui apresentado alguns sistemas de monitorização energética, como o AlertMe, Umeter, Smart Galp, Energy, etc, hoje, apresentamos-lhe mais estes dois: 

OWL Micro + (CM180) - Imagem superior direita

Valores em tempo real e consumos acumulados, múltiplas tarifas (ideal para bi-horario e tri-horario, ciclo diário ou semanal), consumos diários e semanais com alarme e um gráfico que ajuda a manter-se dentro do objectivo diário. 

• Alcance até 30m sem fios
• Instalação fácil e rápida
• Determina a pegada de CO2
• Permite ver o consumo de energia em tempo real.
• Memoriza o consumo de eléctricidade por hora, dia, semana, mês e médias
• Permite configurar até 3 tarifas


OWL CM160 + USB - Imagem superior esquerda

Permite visualizar os consumos num computador. 

• Visualizador sem fios até 30m
• Ligação ao PC via USB
• Instalação fácil e rápida
• Determina a pegada de CO2
• Permite ver o consumo de energia em tempo real.
• Memoriza o consumo de eléctricidade por hora, dia, semana, mês e médias
• Permite configurar até 7 tarifas (ideal para clientes bi-horário, ciclo diário ou ciclo semanal) 

Saiba mais sobre estes dois monitores, aqui

É fácil perceber que a monitorização e medição dos consumos eléctricos em casa é um passo essencial para promover uma maior poupança energética. Depois de instalado um sistema equivalente aos acima apresentados, poderá começar a ver os seus padrões de consumo caseiros, e detectar algumas situações mais críticas onde se poderão realizar alguns ajustes ou alterações. 

Por exemplo, se vir que quando sai de casa continua a ter um consumo exagerado, então, é sinal que algo poderá ter ficado ligado por esquecimento, assim como, poderá fazer as contas e ver se a troca de um equipamento mais antigo e menos eficiente, por outro mais recente e eficaz, compensa. 

Digamos que, o futuro está aí... analisar, medir, poupar e pagar!


16 de Maio de 2012

Autoclismos | Como minimizar o consumo de água


Cerca de um terço da água que gastamos é com as descargas do autoclismo. Todos os dias estes são utilizados uma série de vezes, sem pararmos para pensar na quantidade de água que a sua utilização implica, nem no impacto ambiental que daí advém.

Não é possível privar-mo-nos da sua utilização, contudo podemos minimizar o consumo de água. Este recurso limitado e um bem essencial à vida e, apesar de 2/3 da superfície do planeta estarem cobertos por ela, apenas 0,6% é própria para o consumo humano. Ao longo dos dois últimos séculos, esta percentagem tem vindo a diminuir exponencialmente. 

Mudar de atitude também ECONSIGO

Uma forma bem simples de se reduzir o consumo, para quem tem um autoclismo de grande capacidade, é colocar uma garrafa de 1,5 litros dentro do autoclismo, sem interferir com o mecanismo de descarga, poupando assim, 1,5 litros por descarga. Estão já estão disponíveis no mercado autoclismos de menor capacidade - de 6 litros, em vez de 10 - reduzindo assim o consumo de água em cerca de 40%. Esta opção permite poupar 18 mil litros por ano. Pode ainda adquirir um modelo que contemple descarga diferenciada.

Fonte: Planetazul (adaptado)


Brickellhouse | Edifício com estacionamento robotizado - Miami


Um novo edifício - Brickellhouse - vai ser erguido na cidade de Miami. Até aqui, nada de novo. Porém, o edifício de vários andares residenciais, possui um inovador sistema para estacionamento de viaturas, robotizado, desenvolvido na vertical.

Este é um novo conceito de parqueamento automático, uma verdadeira inovação em edifícios habitacionais - pois já existem sistemas semelhantes há alguns anos na Europa, como este, numa fábrica da VW. Os automóveis são “carregados” por robôs e depositados num espaço de estacionamento activado apenas para cada veículo, sem que as pessoas se encontrem lá dentro.

Toda a actividade é automática e é realizada através de robôs que movem os veículos numa superfície plana, colocando cada um no seu respectivo espaço de garagem.

O proprietário de cada viatura apenas a tem que deixar na entrada da garagem, sendo posteriormente activado um écran touch screen - sensível ao toque -, onde selecionará o respectivo espaço, deixando posteriormente que o sistema efectue todo o restante trabalho. Este é o primeiro edifício com estacionamento totalmente automatizado na América.

O edifício possui 42 andares e 374 apartamentos. Ao nível do piso térreo existem vários portões que possibilitam o acesso a mais do que um carro de cada vez. O sistema é inteligente e totalmente responsável pela garagem. 

Uma nova visão sobre edifícios urbanos parece estar em marcha. Este tipo de estacionamento vertical parece ser uma solução para as já densamente povoadas cidades.

Será que no futuro se poderá replicar o conceito, ou os valores - US$ 170 milhões, estimativa para este edifício - envolvidos neste tipo de construção inviabilizarão os projectos?


Nota: Se já consultou o site do edifício, reparou que o mesmo também está em português, além de espanhol! O mundo mudou, e agora, os novos e mais abastados proprietários de Miami, são latino americanos, brasileiros e não só...

Promotor do projecto: Newgard


Veja o vídeo



14 de Maio de 2012

Papel de parede | Protecção para sinais de redes Wi-Fi


A investigação tecnológica não pára de nos surpreender. Imagine alguém mal intencionado, que se lembra de varrer as ondas de uma rede Wi-Fi desprotegida - "LINKSYS" ou "NETGEAR“ - cuja qual o proprietário não se preocupou em proteger com password - senha. Talvez possa ser apenas um alguém que pretende aceder à Internet. Mas, e se for um ladrão de identidades para ver o seu histórico de navegação na Internet, ou até talvez os seus extratos bancários! 

Não seria importante se pudesse, além de decorar a casa, fazer com que a sua rede Wi-Fi simplesmente “desaparecesse”?

Investigadores franceses do Grenoble Institute of Technology and the Centre Technique du Papier, desenvolveram uma solução para fazer as duas coisas. Um papel de parede que protege a casa bloqueando a radiação electromagnética utilizada pelas frequências Wi-Fi - entrada ou saída - permitindo no entanto, que as ondas de rádio e os sinais de telemóvel passem sem interferência, ao mesmo tempo que adiciona alguma "vida" às paredes.

Será importante ser criativo, com a decoração de interiores, utilizando apenas o papel nas paredes exteriores de modo a que não bloqueie o Wi-Fi dentro da casa!


Seraku | Um espelho inteligente com tecnologia Android


Mais um "espelho inteligente" que se prepara para chegar ao mercado...

É verdade, podemos verificar as notícias e o estado do tempo em qualquer parte a partir de um smartphone mas, o que dizer, quando se está a lavar as mãos, ou os dentes, por exemplo? 

A empresa japonesa Seraku, tem como objectivo tornar a web um pouco mais omnipresente com este protótipo de espelho com sistema Android incorporado. A interacção é feita sem que seja necessário tocar-lhe, detectando a proximidade das mãos através de sensores para o efeito. Possui também um medidor que mostra o fluxo da água e informação sobre a temperatura. No geral, faz-nos lembrar um pouco a Smart Window da Samsung, apresentada este ano na CES.

Um tablet Android alimenta todo o sistema em bastidor, sendo o écran um monitor LCD separado, coberto por um vidro semitransparente. Segundo a Seraku, o produto ainda não está pronto para comercialização.

Este é mais um produto tipicamente japonês, não sendo, de todo, inovador nesta matéria. Já há alguns meses atrás aqui mostrámos o Cybertectute Mirror, também ele, de origem nipónica e com funções idênticas, talvez até, mais completo. Apenas não possui como plataforma, um tablet Android!

Veja o vídeo



12 de Maio de 2012

Living Roof | Apartamento e escritório num só - transportável


Inspirada nas habitação sustentáveis, o atelier NAU, com escritórios nos EUA e na Europa, criou um projecto ecologicamente correcto e sustentável. O Living Roof, como foi baptizado, é um apartamento escritório, em cápsula, transportável.

O apartamento possui 28 metros quadrados podendo ser colocado em qualquer superfície plana, mesmo na cobertura de uma casa ou edifício tradicionais. Segundo o atelier, o projecto foi concebido com a intenção de não prejudicar o meio ambiente.

Além de painéis solares e turbinas eólicas que captam energia - solar e eólica, a estrutura possui também um sistema para armazenamento da água da chuva. O que mais impressiona neste Living Roof, é a facilidade com que se transforma de casa em escritório - com um simples toque num botão.

Os responsáveis pelo projecto acreditam que as casas móveis são uma boa opção para aqueles que gostam de conhecer diferentes regiões e locais, mas que não abdicam do conforto.

O Living Roof produz mais energia do que a que consome.


11 de Maio de 2012

ZeroN - MIT Media Lab | Levitação de materiais


Prepare a sala lá de casa, para o futuro, pois dentro de alguns anos, poderá ter objectos que irão desafiar a gravidade!

Jinha Lee, investigador do MIT Media Lab (Massachussets Institute of Technology), criou um espaço anti-gravidade, em miniatura, onde pessoas e computadores podem interagir com materiais, levitando-os num ambiente tridimensional.

O ZeroN é mais do que uma simples brincadeira. O dispositivo possui um sistema que pode ser utilizado, no futuro, como interface para controlar a televisão, computador ou outros sistemas digitais. 

É composto por uma esfera metálica revestida por um plástico especial que cria um efeito de supercondutividade criando um campo magnético anti-gravitacional. 

O projecto está ainda em desenvolvimento, no entanto, os seus responsáveis acreditam que, em menos de 5 anos, estará no mercado, inclusive, com outras aplicações. 


Veja o vídeo 



8 de Maio de 2012

Water Discus Hotel | O novo hotel subaquático do Dubai


Dubai volta a surpreender o mundo.

Desta vez, a empresa Dubai World contratou uma empresa polaca para construir um hotel subaquático. A cidade dos Emirados Árabes Unidos é conhecida por ser detentora de alguns dos maiores arranha-céus do mundo, tecnologias avançadas e edifícios de arquitectura contemporânea.

Water Discus Hotel será construído parcialmente debaixo de água e terá dois pisos - discos. Um acima do nível do mar e o outro submerso, que ficará a 10 metros de profundidade. Os dois serão ligados por escadas e elevadores, os quais permitirão o acesso dos hóspedes aos vários ambientes. 

O hotel terá 21 quartos e uma câmara de descompressão - para os amantes do mergulho -, além de mais algumas soluções inovadoras. Os quartos possuirão paredes de vidro, iluminação especial e vista para o mundo subaquático – peixes! 

A construção do hotel está cargo da empresa polaca Deep Ocean Technology (DOT)

O objectivo da empresa polaca é que uma parte do hotel seja construído acima do nível do mar, com uma altura suficiente para que não corra riscos em caso de tsunamis. Por sua vez, a parte submersa terá com um mecanismo capaz de o fazer emergir automaticamente nos momentos de perigo. 

Com este hotel, o Dubai recebe mais um projecto arrojado. A DOT acredita que esta estrutura abrirá uma nova era na criação de ecossistemas subaquáticos locais.


Veja os vídeos


Vista dos quartos


7 de Maio de 2012

Casa girassol | Projecto português para o Solar Decathlon - 2012


Uma casa com painéis solares que giram para acompanhar o Sol, imitando os girassóis. O projecto é de um arquitecto português - Manuel Lopes - e será apresentado em Setembro, em Madrid, na Solar Decathlon, a maior feira do mundo especializada em arquitetura sustentável.

O projecto Casas em Movimento, do arquitecto de 40 anos, criou um protótipo de casa onde o objectivo é aliar o aproveitamento energético ao design. Em Setembro, a "casa do futuro" ganhará "vida".

Este arquitecto sonha com «o primeiro aldeamento vivo do mundo», em que várias casas de um bairro girem em sincronia como num campo de girassóis, de modo a recolher mais energia do que consomem.

A maquete já está pronta e ilustra «o sistema mecânico que permite que a cobertura da casa, revestida a painéis fotovoltaicos, se comporte com um efeito de girassol», o que pode permitir produzir «cerca de duas vezes e meia mais electricidade do que precisa». 

Manuel Lopes conta até com o apoio do vencedor do prémio Pritzker de 2011, Eduardo Souto de Moura, que assegurou que tinha entre mãos um projecto «à Souto de Moura» e que já garantiu a presença na Solar Decathlon

A ideia começou por ser desenvolvida no âmbito do projecto LIDERA da Universidade do Porto, um programa de apoio a iniciativas multidisciplinares que fomentem a auto-aprendizagem. 

Em entrevista à Lusa, Manuel Lopes contou que começou por «desenvolver uma solução que permitisse entender os painéis fotovoltaicos enquanto parte integrante da casa e não como mero apêndice que se colocasse em cima dela». 

«Os movimentos da casa surgiram como solução para obter uma maior produção de energia», explicou, «sempre na perspectiva de conseguir um ganho térmico de forma a conseguir mais sombra durante o verão e permitindo que o sol incida mais na fachada durante o inverno», dando assim azo a um ganho térmico na ordem dos 60 a 80 por cento. 

Além da plataforma giratória que movimenta toda a estrutura da casa, o projecto contempla uma pala, ou cobertura, revestida a painéis fotovoltaicos, que possui rotação própria e que «por si só já garante um ganho de 20% em produção de energia». 

Manuel Lopes revelou ainda que «estes complementos não têm que existir em simultâneo», podendo ser adquiridos posteriormente e tirando partido da estrutura modular da casa, que pode até pagar a sua própria evolução com os ganhos energéticos que vai permitindo. 

«Pode mesmo, ao longo do seu ciclo de vida, não efectuar qualquer movimento, porque a casa produz sempre muito mais energia do que utiliza, mesmo tendo em conta os consumos das movimentações mecânicas da cobertura ou de toda a estrutura», garantiu. 

Manuel Lopes lidera a única equipa nacional representada na Solar Decathlon e o objetivo será também «mostrar os recursos do país, a partir de elementos como o próprio revestimento da casa, que é feito em cortiça». 

A promoção nacional será fundamental na apresentação do projecto, até porque a organização «avalia desde a comunicação à gastronomia». 

Por isso, vai levar um chef de cozinha para «mostrar como se come bem por cá» e quer ainda levar um grupo de fados, além de incorporar a cultura portuguesa no projecto ao utilizar a calçada portuguesa nos arranjos exteriores da maquete e do protótipo. 

A ideia das ‘Casas em Movimento’ conta já com apoios de parceiros que vão da EDP à EFACEC ou a SONAE, uma ajuda «essencial» para a construção do protótipo, que deverá custar entre 250 mil e 300 mil euros. 

O arquitecto sonha em projectar um destes aldeamentos vivos nas encostas do Douro, até porque acredita que com a industrialização e comercialização esse valor possa descer até metade, para ser depois compensado pela produção energética. 

Em Madrid, a exibição do protótipo à escala real de uma das ‘Casas em Movimento’ deverá permitir que cerca de 200 mil visitantes conheçam não só a arquitectura, mas a cultura portuguesa.


Nota: Esta não é a primeira casa girassol desenvolvida por portugueses!


Veja os vídeos




Fonte: Lusa/Sol (adaptado)


Ekó House | Projecto brasileiro para o Solar Decathlon - 2012


Investigadores de diversas universidades brasileiras criaram um protótipo de casa do futuro sustentável, baptizada como Ekó House, que está a ser construída na Universidade de São Paulo.

Trata-se de uma casa eficiente, sustentável e inovadora, que funciona exclusivamente com energia solar - térmica e fotovoltaica.

"A casa tem aproximadamente 47 metros quadrados. Conta com um cozinha, sala de jantar, sala de estar, casa de banho e quarto. O ambiente é projectado para uma utilização flexível.

"Com persianas e móveis, o ambiente é alterado, aumentando a área social ou a área íntima," explicou Bruna Mayer de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e uma das participantes na iniciativa.

Residências Energia Zero 

O projecto da Ekó House está a ser desenvolvido desde o final de 2010. 

O protótipo, combina elementos de alta tecnologia com soluções tradicionais de arquitectura e engenharia. 

Na investigação, diversas matérias do projecto e da construção da Ekó House estão a ser apoiados por pelo menos uma dezena de académicos que resultarão em teses, dissertações e artigos científicos. 

Além disso, a criação do protótipo, está inserido num convénio entre a USP e a Eletrobrás, que têm como objectivo principal, o lançamento das bases para uma indústria nacional de Residências de Energia Zero (REZ) - derivação do termo europeu, Zero Energy Building 
(ZEB) - com tecnologia brasileira adequada às suas diversas regiões bioclimáticas. 

"O projecto procura desenvolver a investigação sobre Residências de Energia Zero (REZ) para o clima e sociedade brasileiras. Procuramos tecnologias que levem a um menor impacto ambiental das casas," explica uma das investigadoras. 

Solar Decathlon 

O projecto, Éko House,  é a proposta brasileira para concorrer ao Solar Decathlon Europe 2012, uma competição internacional onde 20 equipas, representando universidades de todo o mundo, projectam, constroem e colocam em funcionamento uma casa sustentável . 

O Solar Decathlon é dividido em dez categorias, que avaliam as inovações da casa, como a sua capacidade de geração e eficiência energética, conforto, qualidade espacial e construtiva, entre outras. 

As casas são construídas e testadas localmente e transportadas para o local da competição, em Madrid, onde devem ser montadas em dez dias. Lá permanecerão em exposição lado a lado por 17 dias e abertas ao público, onde são testadas pelo mesmo. 

"A casa será levada para Madrid parcialmente desmontada, em contentores. A estrutura é constituída por peças de cumaru e placas OSB (Oriented Stranded Board) que formam painéis. Esses painéis são preenchidos com lã de vidro para isolamento térmico. 

"Como revestimento, são usadas placas cimentícias e, entre os painéis e as placas, também é utilizado aerogel, um material fibroso de alta eficiência no isolamento térmico. Os painéis já irão prontos para Madrid, com todas as suas camadas instaladas, inclusive, com instalações eléctrica, água e esgotos. Em Madrid, apenas se encaixa tudo, explica fonte ligada ao projecto.


Veja os vídeos





Fonte: Inovação tecnológica (adaptado)


4 de Maio de 2012

A-cero TECH | Moradias modulares de luxo - Espanha


O projeto-piloto de casa modular proposto pela A-cero TECH, em Madrid, já recebeu o interesse de mais de 2.000 espanhóis devido à sua qualidade, design, prazos de entrega curtos e custos reduzidos. A segunda amostra foi concluída em La Coruna, mais duas casas estão a ser construídas - para particulares - em Guadalajara e Catalunha e outras cinco, foram já encomendadas em diferentes cidades da Espanha.

Segundo o responsável pela A-cero TECH modular, Jean Paul Schumann, os bons resultados obtidos até agora devem-se ao facto de que "não há nada no momento no mercado com um preço semelhante e o mesmo nível de qualidade."

As casas modulares são entregues em três meses, os custos começam nos 69.000€ e têm a mesma qualidade e design que caracterizam todos os outros trabalhos do atelier.

Os interessados podem expressar as suas necessidades e gostos pessoais, porque a A-cero produz três modelos base de casas, com dois e três quartos (85 e 107 metros quadrados) que podem ser expandidas conforme as necessidades dos seus futuros proprietários. Também podem escolher entre diferentes "extras", tais como mobiliário, piscina, jardim, pátio, varanda, garagem e ainda uma versão com dupla altura na sala de estar - mezzanine.

Tudo isto é possível graças ao facto de os módulos habitacionais serem produzidos em fábrica, o que reduz significativamente os custos de produção. As peças são concebidas seguindo uma cadeia de produção que reduz os custos e mantém o controle de qualidade dos materiais muito maior do que nos edifícios tradicionais.

Com este projecto, a intenção de A-cero TECH, é difundir o projecto e construir uma perspectiva de qualidade arquitectónica moderna e contemporânea, que segundo os mesmos, não deve servir apenas uma elite económica.

Apenas deixamos uma questão no ar. Como se comportarão estas moradias ao longo do tempo - desgaste de materiais, manutenção, etc? Não existe histórico! Contudo, não podemos deixar de aceitar que se tratam de moradias bastante charmosas e vistosas!

Veja as imagens das casas, aqui.


Veja o vídeo



Jamie Beckwith | Pisos e painéis de madeira, sustentáveis


Não sendo uma inovação, pois já existem outros fabricantes a fazê-lo, a Jamie Beckwith Collection - empresa americana detentora do NWFA Wood Floor of the Year Award em 2011 -, produz uma linha de tacos e painéis de madeira com formatos criativos e diferentes do habitual, utilizando aparas de madeira para a sua produção, criando um produto para parte do revestimento da casa, sustentável. 

São quatro as diferentes colecções, com mais de 30 desenhos e respectivos formatos, todos produzidos a partir de aparas de madeira certificada e extraídas de forma ecológica e sustentável. 

O resultado, são pisos ou painéis para revestimento de paredes, de madeira, bastante apelativos e muito diferentes dos tradicionais pisos de ripas/tábuas ou mesmo tacos quadrados ou rectangulares que conhecemos. 

Os preços, segundo informação recolhida, são sob consulta. 


Veja os vídeos



2 de Maio de 2012

Huginn & Muninn | Sauna ao ar livre totalmente artesanal


Desenhada por Duilio Forte, do AtelierForte, Huginn & Muninn, é uma sauna ao ar livre totalmente artesanal, construída em madeira de abeto que pode acomodar até duas pessoas. 

De acordo com a tradição escandinava, é alimentada por um fogão a lenha com madeira local. 

Erguendo-se ao ar livre, sobre uma magnifica vista sobre a paisagem italiana de Piacenza, esta sauna consome zero energia. 

O seu nome, Huginn & Muninn, remete-nos para os dois corvos do Deus nórdico Odin, que quer dizer, Pensamento e Memória. Assim, a sauna é negra como um corvo e a sua forma é a de uma pássaro.

Veja mais imagens, aqui.