23 de Maio de 2013

Edifícios | Ineficiência energética prejudica retoma económica


A reunião de ontem, do Conselho Europeu, para debater a política energética terminou sem grandes decisões, mas reforçando aquelas que eram já conhecidas como prioritárias para Bruxelas. A conclusão urgente de um mercado interno da energia interligado e que funcione plenamente, a facilitação do investimento necessário na energia, a diversificação  do aprovisionamento da Europa e uma maior eficiência energética são as quatro intenções que saíram reforçadas deste Conselho Europeu.

Atendendo ao contributo potencial da eficiência energética para inverter tendências de preços e custos da energia, os 27 reforçaram a importância de medidas nesse sentido, em particular a implementação das directivas para a eficiência energética e para o desempenho energético dos edifícios, a revisão das directivas para a concepção ecológica e rotulagem energética até ao final de 2014. “As medidas e os programas no domínio da eficiência energética devem ser promovidos a todos os níveis”, apontam as conclusões do Conselho.

As conclusões, podem ser consultadas aqui.

A ineficiência energética vai bloquear o crescimento das economias europeias, alerta a iniciativa Renovate Europe. Numa carta enviada aos chefes de Estado, que se reuniram ontem - Conselho Europeu -, a iniciativa apela a um maior apoio a uma política europeia clara e ambiciosa para a eficiência energética pós-2020.

“Um dos principais obstáculos que impede a União Europeia de crescer rapidamente para fora da crise, é a ineficiência, mais especificamente a ineficiência energética, que contamina a nossa competitividade, aumentando a nossa vulnerabilidade à segurança de aprovisionamento e sobrecarrega desnecessariamente as nossas finanças públicas”, explica na carta, Adrian Joyce - coordenador da Renovate Europe.

“Quanto mais ineficientes forem as nossas economias, menos provável é que beneficiem de quaisquer medidas para o crescimento, devido à quota desproporcional de custos energéticos para os orçamentos públicos, das empresas e das habitações”, aponta.

“Desbloquear o potencial da eficiência energética nos edifícios europeus através de uma estratégia de reabilitação iria relançar as economias europeias”, refere Joyce, “reanimando o sector da construção, milhões de europeus voltariam ao mercado de trabalho e as facturas energéticas dos consumidores iriam diminuir”.

Os benefícios económicos de uma aposta forte na reabilitação energética dos edifícios europeus têm sido também defendida pela Agência Internacional de Energia (AIE). Yamina Saheb, que esteve recentemente em Lisboa para a conferência “Mais Serviços. Mais Mercado. Mais Economia”, defendeu a necessidade de tornar a reabilitação energética obrigatória, dando o exemplo da Finlândia, que recentemente aprovou uma lei que obriga à reabilitação energética sempre que é feita qualquer obra de reabilitação.

De acordo com um relatório - brochura - elaborado em Outubro de 2012, pela Copenhagen Economics para a campanha Renovate Europe, investir na reabilitação de edifícios pode contribuir com 175 mil milhões de euros por ano para as finanças públicas, juntamente com um impulso adicional que varia entre os 153 e os 291 mil milhões de euros para o PIB até 2017, inclusive.

A campanha Renovate Europe tem como objectivo a elaboração de um roteiro que ajude a triplicar a taxa anual de renovação do parque edificado europeu dos actuais 1% para 3% em 2020, garantindo que se alcança uma redução do consumo energético nos edifícios existentes na ordem dos 80% em 2050 (comparativamente a valores de 2005). A iniciativa foi lançada há dois anos pela EuroACE - European Alliance of Companies for Energy Efficiency in Buildings.


Fonte: Edifícios e Energia (adaptado)


21 de Maio de 2013

Amstetten | Cidade do ano em bombas de calor - Áustria


Após recepção das candidaturas de vários países europeus - Itália, Estónia, Alemanha, Áustria, Dinamarca, Portugal e Bélgica -, o júri de especialistas em bombas de calor decidiu seleccionar a cidade de Amstetten, Áustria, como vencedora deste ano!

A cidade possui 20.000 habitantes e tem sido muito activa no campo do desenvolvimento sustentável. O objectivo do projecto foi o de explorar e optimizar a utilização de calor na cidade, proveniente das águas residuais. A primeira planta de águas residuais foi criada em Outubro de 2012.

O projecto integra uma bomba de calor de 230 kW e utiliza águas residuais como fonte de energia. A bomba de calor cobre 99,9% da procura de energia e uma caldeira a gás é usado como fonte de backup. A bomba de calor é suficiente para produzir o aquecimento e arrefecimento necessários ao edifício Amstetten Stadwerke.

Vale a pena mencionar que este modelo de aquecimento e arrefecimento pode ser usado em cerca de 400 comunidades austríacas, uma vez que é possível a sua instalação em qualquer cidade com canais de águas residuais.

Também no Minnesota, EUA, existe a cidade de Brainerd, com pouco mais de 13.500 habitantes, onde se pretendem utilizar as águas residuais e a geotermia como fonte de energia para se aquecerem habitações e edifícios municipais.

Digamos que, um pouco por todo o mundo, se vai trilhando o caminho desta tecnologia, com enumeras vantagens, económicas e ambientais, para o aquecimento e arrefecimento dos edifícios. Em Portugal, é praticamente desconhecida da maioria das pessoas!

Nota: Se o concurso era dirigido a cidades, com que cidade concorreu Portugal?


Fonte: ehpa (adaptado)


16 de Maio de 2013

Glowing Plant | Iluminação: Plantas podem substituir lâmpadas


Num futuro próximo, a iluminação das nossas casas pode não ser comandada por aplicativos de smartphones, como se imagina. Pode também não vir de fontes renováveis, como a energia eólica ou solar. Mas pode vir das plantas, graças a um projecto norte-americano - o “Glowing Plant”.

Antes da tecnologia tomar conta das nossas vidas, os dias iniciavam-se e terminavam com o sol. As tarefas diurnas tinham de ser efectuadas de forma eficiente, para que a luz natural não fosse desperdiçada. Hoje, com o "livre" acesso à electricidade, a vida continua mesmo no escuro. Mas a luz artificial é cara e produzir electricidade a partir de combustíveis fósseis não é uma boa opção para o futuro.

E se eliminássemos as lâmpadas por completo? O empresário Antony Evans, o biólogo Omri Amirav-Drory e o especialista em plantas Kyle Taylor, são os responsáveis pelo projecto Glowing Plant, que tem como objectivo transformar a ideia em realidade.

Usando uma melhor sequência e impressão de ADN, conseguem melhorar a luminescência natural das plantas. Há já quem afirme que esta descoberta permitirá um dia iluminar os edifícios e as ruas com plantas brilhantes, em vez de lâmpadas.

A equipa cria os genes modificados com o software Genome Compiler e depois insere-os na Arabidopsis - pequena planta com flor, da família da mostarda e da couve. O principal gene, a luciferase, é o mesmo que faz com que os pirilampos brilhem à noite. A equipa faz questão de ressalvar que a planta não é comestível.

O projecto está a ser conduzido sob os princípios de open source, ficando ao alcance de qualquer pessoa. “Toda a produção deste projecto será lançada em open source - construções do ADN e plantas”, dizem os fundadores. “Se fizer o download do software Genome Compiler, pode aceder ao design do ADN - já disponível.”

Obviamente que, trabalhando com base na modificação genética, existem riscos. Não se sabe se estas plantas brilhantes terão um efeito negativo na flora circundante ou se poderão ser decompostas em segurança, por exemplo. Mas a Glowing Plant garante estar a antecipar e a preparar-se para alguns desses desafios.

A ideia pode parecer arrojada, mas, tendo em conta o número de apoios que já recebeu na plataforma americana de crowdfunding (financiamento colectivo), Kickstarter, há muita gente interessada em vê-la tornar-se realidade.


Veja os vídeos



10 de Maio de 2013

Reabilitação energética - UK | Cria milhares de postos de trabalho


Inserida no programa Green Deal - plano inglês para a reabilitação energética dos edifícios -, a British Gas, está a fazer a sua parte para ajudar a enfrentar a crise do desemprego jovem em terras de Sua Majestade, anunciando mais de 1.000 novos postos de trabalho "verdes".

Este gigante da energia inglês anunciou que o programa vai ter como parceiros a Global Action Plan e a Accenture, anunciando a sua própria meta de formar 500 mil pessoas com novas competências até 2015.

No âmbito da parceria, também apoiada pela Jobcentre Plus, a Global Action Plan vai capacitar na área da sustentabilidade 1.400 jovens desempregados ou sem formação com idades entre os 17 e os 25 anos. 

Quem concluir o curso terá direito a uma entrevista na British Gas para ocupar uma das 1.000 novas vagas criadas para o programa de eficiência energética ECO - Energy Company Obligation.

De acordo com o Business Green, o ECO estabelece a obrigação de os fornecedores de energia financiarem e instalarem soluções de melhoria da eficiência energética, tais como o isolamento de paredes de casas difíceis de recuperar e de famílias com problemas financeiros.

Claire Williams, directora executiva da British Gas New Energy, disse que o programa foi concebido para lidar com três questões essenciais da economia britânica:

“O crescimento, o desemprego e a sustentabilidade constituem grandes desafios para o país”, disse. “As grandes empresas britânicas têm a responsabilidade de dar uma contribuição positiva, razão pela qual estamos a tomar medidas para criar empregos verdes qualificados.”

Porque não faz Portugal benchmarking com estes países? Muitas das soluções para os nossos problemas têm resposta nestes programas. Não necessitamos de inventar a roda, já alguém o fez, e bem!


Noruega | Reabilitação energética dos edifícios está em marcha


Em Oslo, dois edifícios de escritórios, de 1980, estão a ser reabilitados para que num futuro próximo, não necessitem de consumir electricidade da rede, produzindo ainda energia extra. Os edifícios vão produzir, no local, energia a partir do sol - apesar do tempo sombrio - e de fontes geotérmicas.

A transformação vai passar pela retenção de calor através de fachadas de cor preta em madeira, o design interior permitirá o fluxo de ar sem recurso a ventiladores e um alto grau de isolamento capaz de cortar o recurso à energia eléctrica até 90%.

O projecto é ambicioso. Mas os responsáveis afirmam que as modificações trarão um retorno económico a longo prazo, eliminando os custos de aquecimento e de iluminação nos edifícios.

A energia produzida será mais do que suficiente para cobrir a iluminação, o aquecimento e produzir e reciclar os materiais de construção. Não será usada para a alimentação de equipamentos trazidos pelos inquilinos, desde computadores a máquinas de café.

Segundo a Reuters, a transformação das estruturas pretende mostrar que o sector da construção pode fazer mais do que actualmente faz para combater a mudança climática.

A ONU revelou que o sector da construção é o que tem o maior potencial - mais que o da indústria ou o dos transportes - para poupar dinheiro e proceder a grandes cortes nas emissões de gases com efeito estufa que são libertados através da combustão de combustíveis fósseis. O sector da construção consome cerca de 40% da energia mundial e emite um terço das emissões de gases poluentes criados pelo homem.

Até agora, o maior foco de produção de energia verde tem estado dirigido a edifícios novos, não a antigos. No entanto, cerca de 80% dos edifícios existentes nos países desenvolvidos ainda estará de pé em 2050, pelo que os governos têm de encontrar estratégias para reduzir os seus consumos.

Em Fevereiro de 2014, depois da remodelação dos edifícios, uma consultora ambiental e de arquitectura, a Asplan Viak, irá ocupar as novas instalações.


Fonte: Reuters


30 de Abril de 2013

Geotermia | Energia eficiente por baixo dos nossos pés

Energia eficiente por baixo dos nossos pés

Mesmo por baixo dos nossos pés está uma fonte de energia eficiente. É isso que a Fábrica do Sol nos prova. Trata-se de um velho edifício em Barcelona, renovado há uns anos, transformado no perfeito exemplo de energia eficiente. O edifício utiliza energia geotérmica vertical associada a um sistema de "ar-condicionado" que aquece no inverno e refresca no verão. E não precisa de ter nenhum vulcão por perto.

Aniol Esquerra Alsius, Engenheiro Industrial, explica este projecto: “Normalmente, quando se pensa em recuperar calor do subsolo para aquecer a casa, para ser usado como aquecimento, não necessitamos de ter um vulcão junto aos nossos pés. Utilizamos um outro sistema, que requer uma profundidade de apenas 100 metros, e é mais barato, e implica termos uma bomba de calor que usamos como se de um sistema de ar condicionado se tratasse. Podemos usar esta inércia térmica que existe no solo, a uma temperatura constante, para conseguirmos uma fonte térmica muito mais eficiente.

E uma bomba de calor faz quase todo o trabalho. Sete tubos gigantes são colocados no subsolo. Uma máquina geotérmica potente injecta água fria nos tubos que devolvem calor do subsolo, que entra na máquina, que por sua vez transfere o calor para o circuito de distribuição no solo ou nas unidades independentes. É um circuito fechado de água, que transporta calor ou frio.

Para Dimitrios Mendrinos, engenheiro coordenador do Centro para Recursos de Energias Renováveis do projecto Ground-Med: “O Ground-Med utiliza tecnologia de bombas de calor que produzem uma energia útil ao edifício de eficácia número 5, ou seja, a energia produzida é cinco vezes superior à energia consumida.”

Trata-se de um projecto de investigação europeu que desenvolve bombas capazes de uma eficácia de nível 5, o que significa que por cada 1 kw de electricidade, a bomba devolve 5 kw.

Na fábrica francesa do vídeo abaixo, foi produzida a bomba de calor usada em Barcelona. Em termos de custos, estas bombas são mais caras, custam mais ou menos 10 mil euros para uma casa individual - sem contar com o valor dos furos necessários, cerca de 5 mil euros cada um, sendo necessários, em média, dois a três, em função da área da casa - mas podem ser aplicadas a qualquer edifício, e até a casas antigas.

Frédéric Bruyère, Gestor de sistemas de desenvolvimento: “É verdade que a energia geotérmica vertical tem um ponto fraco. A sua instalação, porque além da máquina, temos de perfurar o solo, um dos pontos mais delicados. Mas não há dúvida de que com o aumento da produção geotérmica, os custos vão diminuir no futuro.”

A Fábrica do Sol também explora a energia solar. painéis fotovoltaicos e um sistema de fibra óptima são suficientes para inundar um quarto com luz.

A bomba de calor fornece um terço da energia necessária ao edifício. O sistema de aquecimento através da biomassa outro terço. O painel fotovoltaico fornece o último terço, e as plantas são usadas para refrescar o edifício.

Para Aniol Esquerra Alsius, outro gestor do projecto da Ground-med: “O objectivo da Fábrica do Sol é educar, mostrar às pessoas dando o exemplo. Nós acreditamos nisto. Temos o Sol, a biomassa e a geotermia. E quando podemos mostrar como funcionam, as pessoas acreditam mais.”

A caminhada europeia rumo à optimização da energia geotérmica vertical não se fica por Barcelona. Sete centros de demonstração existem em França, Itália, Grécia e Roménia.


Veja o vídeo


Fonte: Euronews (adaptado)


29 de Abril de 2013

Waynergy | Pavimento que produz energia - Made in Portugal


O Waynergy é um pavimento desenvolvido pela Waydip, que capta energia cinética libertada pelo movimento de pessoas e veículos transformando-a em energia eléctrica.

Este nova solução, desenvolvida em Portugal, vai ser testada pela primeira vez na via pública numa alameda da Covilhã.

O conceito já é usado noutros países, mas o mecanismo português consegue gerar até "três vezes mais energia", afirmou Francisco Duarte, um dos seus criadores.

Prevê-se que as obras de instalação, já em curso numa faixa de rodagem e numa passadeira na Covilhã, estejam concluídas nos primeiros dias de Maio.

A electricidade gerada vai alimentar os semáforos e novos painéis informativos da zona, tornando-os auto-sustentáveis.

Este teste vai servir para validar a tecnologia, antes de passar à produção em série e respectiva comercialização.

Outras instalações com a mesma finalidade vão ser feitas em Lisboa - acessos pedonais ao Centro Comercial Colombo - e Guimarães.


O projecto nasceu na empresa Waydip, criada na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, em 2010, por Francisco Duarte, 29 anos, e Filipe Casimiro, 27 anos, alunos do mestrado integrado de Electromecânica.

No mesmo ano, o mecanismo ganhou os prémios EDP/Inovação, Richard Branson e MIT Inovação.

Em 2011, a Waydip foi escolhida pela fundação norte-americana Kauffman Foundation, dedicada ao empreendedorismo, como uma das 50 novas firmas mais inovadoras do mundo.

Cada mosaico Wayenergy, esconde pequenos geradores sob a superfície que, quando pressionados, deslocam-se 12 milímetros, o suficiente para produzir energia.

Além da pressão, há também peças do sistema que permitem aproveitar a velocidade, ou seja, a energia cinética dos automóveis ou pessoas.

Entre outros mercados, estão na mira países que utilizam muitos painéis informativos "para segurança dos peões", adiantou um dos responsáveis, apontando o Reino Unido como exemplo: no caso, os painéis avisam os turistas que o trânsito circula em faixas de rodagem contrárias à maioria dos países.

A patente internacional do Wayenergy está registada e as provas em laboratório concluídas, mas, "na rua, o equipamento estará sujeito à meteorologia, à passagem de milhares de veículos por dia" e a outros factores, servindo o teste para "dar confiança aos futuros clientes".


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Antilia | A maior e mais cara "casa" do mundo - Bombaim, Índia


A conclusão da maior e mais cara habitação familiar do mundo - Antilia - causou certamente algum alarido em 2011, quando surgiu com todo o seu esplendor na imprensa. Embora as primeiras imagens exteriores circulem na Internet há já dois anos, só recentemente foram divulgadas algumas imagens dos interiores.

Os detalhes desta "casa", situada em Bombaim, Índia, são impressionantes.

As fotografias dos interiores, mostram vários quartos e jardins da propriedade, tal como imagens de Nita Ambani - esposa do homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani - em casa. A família mudou-se no ano passado, depois de ter sido noticiado que se recusariam a ocupar o espaço, uma vez que Antilia não seguia uma antiga filosofia da arquitectura Hindu - Vastu Shastra. Segundo esta crença, os alinhamentos direccionais na arquitectura Hindu têm de ser orientados de forma a criar harmonia espiritual.


Projectado pela Perkins + Will e Hirsch Bedner Associates, o edifício possui 173 metros de altura e 27 andares - alguns chegam a ter entre duas a três vezes a altura normal de um piso.

“Toda a casa é baseada no lótus e no sol”, afirmou Nita à Vanity Fair. Os artesãos tiveram a tarefa de criar estas formas por toda a casa a partir de madeiras raras, mármores, mãe-de-pérola e outros materiais de luxo.

A casa alberga uma garagem de seis andares, capaz de garantir o estacionamento de 168 automóveis, uma equipa de 600 empregados, uma oficina privada, situada no sétimo andar, três heliportos, um spa, um centro de yoga, um cinema e uma sala de gelo que se dedica a criar neve artificial durante todo o ano.

Num país que possui uma das mais altas taxas de pobreza do mundo, digamos que esta "casa" talvez seja um atentado! Quanto às preocupações ambientais e de sustentabilidade, terão sido esquecidas...


26 de Abril de 2013

Mo Ventus | Uma casa flexível que produz energia, e muita!

Uma casa flexível que produz - muita - energia

Mo Ventus - um projecto de uma casa de luxo sustentável. Tudo na casa é inspirador: a arquitectura, a noção de sustentabilidade e a inteligência. Seria interessante que projectos como este - desenvolvido por Todd Theodore Fix, da FIXd Artchitecture/Design - vissem a luz do dia nos próximos anos.

A casa é flexível e tem nos painéis retrácteis um dos seus eixos-base. São eles que controlam a luz e a temperatura, indispensáveis para que a habitação consuma toda a energia que gera.

A casa possui também uma fachada curvilínea, pelo que os residentes podem ajustar vários painéis para controlar a opacidade do exterior da habitação, caso queiram mais ou menos luz, consoante seja necessário.

Os painéis retrácteis, aliás, servem tanto a forma como a funcionalidade. Cada um tem o seu design e opacidade. Camadas de painéis e núcleos de espuma isolados nas principais áreas da casa ajudam a reduzir drasticamente a energia consumida e a manter uma temperatura agradável, seja qual for a estação do ano.

Por outro lado, também os móveis podem abrir ou fechar-se para ajustar os níveis de privacidade, filtrar ou bloquear a luz da principal zona da sala. Em algumas áreas, há quase 360º de luz.

A base da casa cresce numa curva arqueada, construída para suportar ventos fortes. A casa capta a energia e leva-a para turbinas eólicas bi-direccionais. A própria fachada funciona como um sifão de energia, ajudando as turbinas a gerar cinco vezes mais energia.

Existem também painéis fotovoltaicos para produção de energia e células de hidrogénio para o seu armazenamento. As duas fontes energéticas renováveis permitem à Mo Ventus produzir energia suficiente para que esta seja autosuficiente, evitanto assim estar ligada à rede..

Dependendo do local onde for construída e do seu tamanho, a Mo Ventus pode custar entre €2,6 milhões e €7,6 milhões! Valores que, não serão certamente para todas as carteiras...


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Fonte: Green Savers (adaptado)


24 de Abril de 2013

Artesãos | Porque comprar localmente vale cada cêntimo


Artesãos. Estes profissionais são verdadeiros donos de pequenos negócios. Oferecem produtos - mobiliário, anéis de noivado, tapeçarias, etc - totalmente personalizados, conseguindo ir de encontro às necessidades e sonhos de cada cliente.

Em Portugal, sempre tivemos muitos e bons artesãos... No entanto, com o aparecimento das grandes superfícies comerciais, há uns anos, muitos foram "morrendo", o que é lamentável... 

Da próxima vez que for às compras, ou pensar em comprar algo, considere fazer a sua compra a um fabricante/produtor local, para que o seu dinheiro fique na sua comunidade ajudando assim a economia local e o meio ambiente! 

Veja na infografia abaixo, o quanto este tipo de micro empresas ajudam a economia local - americana, neste caso! Embora a infografia tenha sido construída por americanos, para americanos, o exemplo abaixo não será certamente muito diferente do de qualquer outro país, pois os factos ali enunciados aplicam-se a qualquer economia!


12 de Abril de 2013

Hortas urbanas | Peixes e hortaliças crescem em telhados Suíços

As hortas urbanas têm surgido um pouco por todo o mundo e agora, estão a tornar-se num negócio sério.

As hortas urbanas têm surgido um pouco por todo o mundo e agora, estão a tornar-se num negócio sério. Esta tendência que também já chegou à Suíça e tem potencial, como revela uma visita à empresa Urban Farmers e à sua "horta de telhado” em Basileia, Suiça.

Os seus proprietários acabam de receber uma remessa de sementes e ração para peixe, que plantam e criam numa estufa de 250 metros quadrados localizada numa zona industrial da cidade.

Desde Janeiro, a pequena equipe começou a colher os frutos do seu trabalho: peixes e uma variedade de saladas, legumes e ervas cultivadas no telhado do depósito LokDepot UF001 são agora entregues a cinco restaurantes da região, de bicicleta.

A pequena spin-off da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, usa uma técnica chamada “aquaponia”, a combinação de aquicultura - criação de peixes - e hidroponia - cultivo de plantas fora do solo, na água -, na qual os peixes fertilizam as plantas com os seus resíduos, enquanto as raízes destas extraem da água os nutrientes que precisam para crescer, deixando a água limpa para os peixes.

Numa sala separada na extremidade da estufa, quatro grandes tanques repletos de tilápias respingam água para todos os lados. "Esses peixes vão estar num prato até o final do mês", afirma com um sorriso o técnico da Urban Farmers, Mark Durno (na foto acima), enquanto joga um punhado de ração orgânica na água.

Uma rede de tubos corre pelas paredes dos tanques. Num circuito fechado simbiótico, a água dos peixes, rica em nutrientes, é bombeada continuamente para a estufa ao lado, onde se alimentam fileiras de vegetais plantados em jangadas de poliestireno que flutuam em grandes mesas metálicas ou em longos canais de plástico.

A água limpa volta então para os tanques dos peixes. Tudo isto é controlado por sensores, computadores e outros componentes de alta tecnologia para garantir a utilização adequada da energia, luz, ventilação e água.

"Em termos de estufa, esta aqui é realmente um Rolls Royce", afirma sorrindo um dos responsáveis.

Do produtor para o consumidor

O projecto suíço faz parte de um movimento crescente de produtos sustentáveis.

Os projectos variam entre loteamentos urbanos e grupos comunitários sem fins lucrativos, como algumas famílias que cultivam hortaliças no local do estádio demolido Hardturm - antiga casa do clube de futebol de Zurique Grasshoppers FC.

Os Estados Unidos, especialmente Nova York, são fonte de inspiração para muitos empreendedores, com empresas como a Gotham Greens e a Brooklyn Grange, que estão a transformar os telhados daquela cidade em verdadeiras “fazendas urbanas”.

Numa escala maior, o grupo Bright Farms, assinou acordos com seis grandes cadeias de distribuição dos Estados Unidos para o desenvolvimento de "estufas de telhado" nos seus próprios estabelecimentos ou perto destes.

Cobertura agrícola

Em Basileia, os clientes da Urban Farmers também parecem contentes.

"É um pouco mais caro, mas vale a pena porque são produtos de alta qualidade. A alface deles é muito melhor do que a que se encontra no supermercado", conta Markus Himpsl, chef do restaurante Schmatz. "É uma ideia muito boa para oferecer produtos frescos na cidade".

Os agricultores urbanos esperam alcançar a plena capacidade agora no mês de Abril e têm como objectivo produzir cinco toneladas de legumes e hortaliças e 800 kg de peixe por ano.

Mas, para já e com apenas 250 metros quadrados, a “cobertura agrícola” funciona mais como "montra" e para a tecnologia enquanto a empresa se prepara para voos mais altos.

Além de cuidar das suas plantas e alimentar os peixes, a equipe vem apresentando o seu trabalho aos agricultores interessados, donos de restaurantes e chefs de todo a região. Estão já a planear uma UF002, uma cobertura agrícola de 1.000 metros - o ponto em que a tecnologia se torna comercialmente viável - para um comerciante suíço, que deverá estar operacional no final de 2013.

Projecto para o futuro

Segundo a Urban Farmers, existe um potencial enorme numa cidade como Basileia, que tem cerca de dois milhões de metros quadrados de telhados.

Mas não é muito fácil, afirma Craig Verzone, arquitecto da Food Urbanism Initiative, que analisa a interacção entre o ambiente urbano e a produção local de alimentos: "Muitos edifícios não são capazes de suportar a carga extra de uma estufa e é muito complicado renová-los. No futuro, veremos essas instalações nos edifícios novos que serão preparados para isso.”

Enquanto isso, a Urban Farmers procura simplificar ainda mais o controle da sua “cobertura agrícola”, utilizando, por exemplo, smartphones para verificar a temperatura da água dos peixes. Assim que o sistema provar a sua eficiência, o objectivo a longo prazo será fechar acordos com os supermercados para instalar estufas de aquaponia nos seus telhados.


Fonte: swissinfo (adaptado)


11 de Abril de 2013

Biomassa | Será a madeira o combustível do futuro?

A madeira será mesmo o combustível do futuro?

Para se obter energia sem aumentar as emissões de CO2, nada mais simples do que queimar árvores nas centrais existentes, substituídas à medida que outras vão sendo abatidas. Este método é fortemente apoiado por subsídios, mas só é eficaz a longo prazo.

Qual a mais importante fonte de energia renovável na União Europeia? Será a energia solar? (A Europa tem três quartos do total da capacidade mundial instalada de energia solar fotovoltaica.) A eólica? (A Alemanha triplicou a sua capacidade em energia eólica, na última década.) A resposta é: nenhuma delas. O maior combustível dito renovável usado na Europa é, de longe, a madeira.

Nas suas diversas formas, de paus a serradura compactada (“pellets” ou, para usar o nome em voga, biomassa) responde por cerca de metade do consumo de energia renovável da Europa. Em alguns países, como a Polónia e a Finlândia, a madeira satisfaz mais de 80% da procura de energia renovável. Mesmo na Alemanha, sede do Energiewende, sistema de conversão da energia na Europa, que distribuiu uma enorme quantidade de subsídios para a energia eólica e solar, 38% do consumo de combustíveis não-fósseis provêm da lenha. Ao fim de vários anos em que os governos europeus se vangloriaram da sua revolução energética de alta tecnologia com baixo teor de emissões de carbono, o principal beneficiário parece ser o combustível preferido das sociedades pré-industriais.

A ideia de que a madeira produz pouco carbono parece bizarra. Mas o argumento original para a incluir na lista das fontes de energia renováveis da UE foi respeitável. Se a madeira utilizada numa central de energia resultar de florestas bem geridas, então o carbono que sai das chaminés pode ser compensado pelo que é capturado e armazenado em árvores recém-plantadas. A madeira pode ser neutra em emissões de carbono para a atmosfera. Se realmente acaba por sê-lo, é outra questão. Mas uma vez tomada a decisão de a considerar renovável, o seu consumo disparou.

No sector da electricidade, a madeira tem várias vantagens. A instalação de parques eólicos é cara, mas as centrais de energia térmica podem ser adaptadas para queimar uma mistura de 90% de carvão e 10% de madeira (em co-combustão) com pouco investimento adicional. Ao contrário de novos parques solares ou eólicos, as centrais eléctricas já estão ligadas à rede de distribuição. Além disso, a energia da madeira não é intermitente, como a produzida a partir do sol e do vento, pelo que não requer energia de reserva durante a noite ou em dias sem vento. E como a madeira pode ser usada em centrais a carvão, que seriam encerradas pelas novas normas ambientais, as empresas de energia adoram a ideia.

Dinheiro que cresce nas árvores

O resultado foi formar-se rapidamente uma aliança para apoiar subsídios públicos para biomassa. Juntou os Verdes, que defendiam que a madeira era neutra em carbono; produtores, que vêem na co-combustão uma forma barata de salvar as suas centrais de carvão; e governos, que vêem na madeira a única maneira de atingir as suas metas de energia renovável. A UE quer ir buscar 20% da sua energia a fontes renováveis até 2020, mas falharia essa meta em larga medida cingindo-se apenas às fontes de produção solar e eólica.

A proporção que permitirá cumprir a meta para 2020 está a gerar um novo tipo de área de negócio. No passado, a electricidade a partir de madeira era uma operação de reciclagem de resíduos em pequena escala: as fábricas escandinavas de celulose e de papel tinham uma central de energia nas proximidades, que queimava os ramos e a serradura por elas desperdiçadas. Mais tarde, veio a co-combustão, uma alteração com pouco impacto. Mas em 2011, a RWE, uma grande empresa alemã, converteu a sua central Tilbury B, no leste da Inglaterra, para produção integral à base de “pellets” de madeira - uma forma comum de compactação de madeira para ser queimada industrialmente. Incendiou o mercado.

A Europa consumiu 13 milhões de toneladas de “pellets” de madeira em 2012, segundo o International Wood Markets Group, uma empresa canadiana. Seguindo as tendências actuais, a procura europeia chegará a 25 a 30 milhões de toneladas por ano até 2020.

A Europa não produz madeira suficiente para satisfazer essa procura adicional. Assim, uma grande fatia vai resultar de importações. As importações de “pellets” de madeira para a UE aumentaram 50% em 2010 e o comércio global - influenciado pelos chineses, para além da procura europeia - pode subir cinco ou seis vezes, de 10 a 12 milhões de toneladas por ano para 60 milhões de toneladas em 2020, considera o European Pellet Council. Muito esse comércio alimentará uma nova actividade exportadora de madeira que está a crescer extraordinariamente no oeste do Canadá e no sul dos Estados Unidos.

Os preços dispararam. A madeira não é uma mercadoria padronizada e não existe um preço único. Mas o índice de preços de “pellets” de madeira do Argus Biomass Report cresceu de 116 dólares [€89] por tonelada, em Agosto de 2010, para 129 dólares [€99] por tonelada, no final de 2012. Isso significa que é eficiente? Não.

A madeira produz carbono em duas ocorrências: a primeira, quando entra na cadeia de abastecimento. O processo de fabrico de “pellets” de madeira envolve moagem, transformando a lenha em polpa, e prensagem. Isso e mais o transporte requerem energia e produzem carbono: 200 quilos de CO2 para a quantidade de madeira necessária para produzir 1 MWh de electricidade.

Isso diminui a economia de carbono ao mudar para a madeira, aumentando o preço a pagar. Com um subsídio de 45 libras [€53] por MWh, custa 225 libras [€264] economizar uma tonelada de CO2, na mudança dos derivados do petróleo para a madeira. E, mesmo isso, se assumirmos que o restante processamento - na central - é neutro em termos de produção de carbono. O que provavelmente não é verdade.

Combustível e custos para o utilizador

Nos últimos anos, os cientistas concluíram que a ideia inicial de que o teor de carbono produzido em florestas sustentáveis compensava o das centrais de energia era uma simplificação. Na realidade, a neutralidade de carbono depende do tipo de floresta utilizada, da rapidez de crescimento das árvores, da utilização de lascas de madeira ou de árvores inteiras, e assim por diante. Como defendia a Agência Europeia do Ambiente em 2011, a suposição de que “a combustão de biomassa é intrinsecamente neutra em matéria de balanço de carbono... não é correta... porque ignora o facto de o uso da terra para a produção de plantas com fins energéticos e normalmente significa que não estará a produzir plantas para outros fins, nomeadamente outras formas de captura de anidrido carbónico”.

Tim Searchinger, da Universidade de Princeton, calcula que, se fossem usadas árvores inteiras na produção de energia, como às vezes acontece, as emissões de carbono aumentariam 79% em 20 anos e 49% em 40 anos, em comparação com o carvão (o combustível mais poluente): a redução de carbono só se faria sentir dentro de 100 anos, quando as árvores de substituição tivessem crescido. Mas, como salienta Tom Brookes, da Fundação Europeia para o Clima, “estamos a tentar reduzir o carbono hoje, não daqui a 100 anos”.

Em suma, a União Europeia criou um subsídio que custa caríssimo, que provavelmente não reduz as emissões de carbono, não incentiva a pesquisa de novas tecnologias energéticas e que se prevê que cresça como uma sebe de ciprestes.


Fonte: presseurop


iHomeLab - Suiça | As casas do amanhã serão inteligentes


O iHomeLab, localizado no Campus da Universidade de Lucerna em Weggis, Suiça, é um centro de investigação para construções inteligentes. Ali estão a ser desenvolvidas novas tecnologias com o objectivo de tornar as nossas vidas mais confortáveis, mais seguras e mais eficientes energéticamente.

Especial atenção está a ser dada à questão de viver em ambientes assistidos. As competências essenciais deste laboratório são as aplicações de redes de automação de fácil utilização, adequadas às massas, e eficientes em termos de custo-benefício.


Veja o vídeo


9 de Abril de 2013

Resíduos de cozinha | Produzirão energia para 40 mil casas - UK


Todos os dias, cerca de 30 toneladas de gordura proveniente de fritos e de outros alimentos serão recolhidas nos restaurantes, bares, cafés e empresas de Londres para serem encaminhados para aquela que será a maior central de energia de resíduos de gordura do mundo.

Segundo o The Guardian, o projecto está a ser implementado pela Thames Water e pela empresa de energia verde 2OC e tem a duração de 20 anos. O investimento ronda os €235 milhões.

Para além de gerar energia através de óleos alimentares e outros resíduos gordurosos, o projecto irá evitar que dezenas de toneladas de gordura vão parar aos esgotos. Todos os anos, a capital britânica efectua 40 mil desbloqueamentos de esgotos directamente relacionados com este fenómeno.

“É um projecto win-win”, avança o The Guardian.

As gorduras alimentares serão responsáveis por mais de metade do combustível necessário para a central funcionar. O restante será gerado a partir de resíduos de óleo vegetal e gordura animal.

A central será construída em Beckton e está avaliada em €82 milhões. Vai começar a trabalhar em 2015 e irá produzir 130 GWh/ano de electricidade renovável, o suficiente para gerar energia para 40 mil casas.

“Isto é bom para nós, para o ambiente, para a Thames Water e para os seus consumidores”, avançou Andrew Mercer, CEO da 2OC. A nossa energia renovável e calor [produzido] por resíduos de óleo e gorduras é totalmente sustentável. Quando a Thames não precisar da nossa produção, ela ficará disponível para a rede, ou seja, será gerado e utilizado em Londres e pelos londrinos”, concluiu.


8 de Abril de 2013

Reg Mod Harz | Energia limpa exigirá centrais descentralizadas


Centrais eléctricas virtuais

Um mundo que pretenda basear-se em energias limpas e ambientalmente correcto, deverá contar com uma série de pequenas centrais eléctricas descentralizadas, e não como actualmente existe - enormes áreas que concentram a produção de electricidade.

A conclusão é de um estudo realizado na Alemanha, não através de simulações, mas da interligação de centrais reais.

O conceito foi apelidado de "central virtual" pelo Instituto de Energia Eólica e Tecnologia de Sistemas Energéticos - IWES.

A central virtual, Reg Mod Harz - Regenerative Modellregion Harz, já ligou, via Internet, 25 pequenas centrais que, juntas, somam 120 megawatts de potência.

"Cada fonte de energia - seja vento, sol ou biogás - tem os seus prós e contras. Se for possível combinar as diferentes características das energias regenerativas, poderemos garantir o abastecimento de energia," disse Rohrig, um dos investigadores envolvidos no projecto, referindo-se à natureza variável sobretudo das energias eólica e solar.

A união faz a força

Para colocar a Reg Mod Harz a funcionar, a equipe desenvolveu uma plataforma de software que permite as operadores de pequenas centrais trabalharem em conjunto como se fossem uma grande central.

Como sistema de armazenamento simulado, usaram veículos eléctricos, que podem guardar  a energia nas suas baterias para vender à noite - quando não estão a ser usadas.

O controle central permite reduzir as desvantagens da natureza instável das fontes alternativas de energia.

Quando as pequenas centrais operam em conjunto, as diferenças regionais quanto ao vento e à incidência do Sol são balanceadas pela operação de termoelétricas a biogás ou valendo-se da energia armazenada.

Os cientistas estão agora a utilizar a central virtual para modelar em detalhe o novo sistema de fornecimento de energia, sobretudo a quantidade e a distribuição das pequenas centrais e respectivas potências mínimas com que devem operar.

Outro elemento importante é determinar como a central virtual responderá aos padrões da rede de distribuição actual - por exemplo, tensão de 230 volts e frequência de 60 hertz.

O projecto está a ser financiado pelo governo alemão em parceria com diversos institutos de investigação, universidades e empresas do sector.


Fonte: Inovação Tecnológica