31 de Julho de 2010

Construção oferece um dos maiores potenciais de poupança de energia



O sector da construção apresenta-se como uma das áreas que oferece um maior potencial de poupança de energia, embora ainda seja um dos sectores onde se verificam os maiores consumos energéticos. Esta é uma das principais conclu sões de um estudo europeu recen temente apresentado pelo Euro grup Consulting. 

A nível europeu, o sector residen cial é aquele que mais energia consome, e sozinho representa dois terços do consumo total. Esta performance deve-se sobretudo aos aquecimentos e utilizações específicas – iluminação e electro domésticos de cozinha, dizem os consultores. 

Sobretudo nos edifícios, o merca do da eficiência no sector da cons trução é aqui apresentado como uma alavanca para o crescimento da economia, e uma oportunidade de desenvolvimento de diferen tes sectores, tais como: materiais de construção, construção, equi pamentos e energia eléctrica. 

No sector dos materiais construtivos, as novas exigências ambientais le vam as empresas a procurar formas alternativas de construção, com a ponderação de novas soluções e opções, resultando numa corrida pela inovação e melhoria da perfor mance ambiental, concluem. 

Curiosamente, outra das conclusões avançadas por este estudo, prende-se com o facto de que, não obstante a tendência crescente de procura de soluções mais eficientes energeti camente, verifica-se que os avanços feitos neste âmbito são depois ate nuados pela crescente necessidade de adquirir um número cada vez maior de equipamentos. 

Fonte: Vida Imobiliária


Retoma na habitação marca primeiro semestre do ano


O primeiro semestre de 2010 foi marcado por uma ligeira retoma do segmento da habitação.

Os preços subiram em relação ao final de 2009, principalmente no último mês de Junho. Contudo, os agentes do mercado imobiliário alertam que os valores estão abaixo do praticado nos anos anteriores, quando o sector estava em alta. Saiba, ponto por ponto, o que de mais relevante marcou os primeiros seis meses do ano.

Preços sobem por causa das reabilitações
Os preços por metro quadrado (m2) subiram cerca de 5% devido aos novos projectos de reabilitação que têm surgido nas zonas nobres e centrais da cidade. 

Número de casas vendidas pode ter subido
Mesmo não havendo, ainda, estatísticas do número de casas vendidas, o Banco de Portugal revela um aumento do valor do crédito concedido nos primeiros meses do ano. Este valor pode siginificar que as casas que se venderam foram as mais caras e não que se venderam mais casas que no primeiro semestre de 2009, mas os agentes imobiliários acreditam na retoma - contudo, mais uma vez, nada comparado com as vendas dos anos anteriores. A verdade é que o acesso ao crédito continua difícil. Não só a banca empresta menos dinheiro, como também pratica ‘spreads' mais altos, para colmatar o facto de comprar o dinheiro mais caro lá fora.

Arrendamento dispara
Em consequência, o mercado de arrendamento ganhou uma enorme expressão no primeiro semestre. Nalgumas situações, por exemplo, fizeram-se arrendamentos em 24 horas. Segundo alguns analistas de mercado, as razões para esta situação são "a descida nos ritmos de vendas", a dificuldade de obtenção de crédito e o facto de se exigir uma maior mobilidade territorial como factor preferencial para arranjar emprego. Ricardo Guimarães, director do Confidencial Imobiliário, diz, no entanto, que as rendas estão a baixar, "o que significa que o arrendamento pode estar a tornar-se menos atractivo".

Menos casas em construção
Segundo os dados do Confidencial Imobiliário, o número de projectos licenciados no primeiro trimestre de 2010 caiu 22% em relação ao último trimestre do ano passado. Quer isto dizer que tem havido cada vez menos intenções da parte dos promotores em lançar novos projectos. Ainda de acordo com o Confidencial Imobiliário, também as obras em casas já existentes caíu, tanto em relação ao trimestre anterior (menos 21%) como em relação ao primeiro semestre de 2009 (menos 50%). 

Fonte: Económico (adaptado)


Cores | A sua influência nos vários ambientes




Já observou como determinadas cores nos ambientes nos podem agradar ou incomodar?

É como aquele móvel velho e escuro, frio, sem vida em nossa casa, mas que depois de o pintarmos, ficou com outra cara e com uma energia renovada.

Pintar uma casa ou um móvel velho, além de trazer uma sensação de limpeza e de novidade, a cor escolhida, irá trazer uma vibração especial para o ambiente e para nós que ali habitamos.





Mas, todo o cuidado é pouco na hora de escolher a cor das paredes, pois da mesma forma que uma cor nos pode influênciar positivamente, também nos pode desagradar ou passar péssimas sensações. 

Um facto muito importante, é que podemos estudar e explicar o efeito das cores por várias ciências, mesmo que alternativas. 

Para mostrar a riqueza de detalhes e a influência das cores nos vários ambientes, iremos analisá-las através de três ópticas distintas: DECORAÇÃO, CROMOTERAPIA e FENG SHUI. 

OS EFEITOS DAS CORES 

BRANCO 

Decoração: Um ambiente todo Branco, dependendo da pessoa, pode trazer prazer e calma, e para outras, frieza, tristeza e vazio. O branco passa-nos também uma sensação de limpeza, até exagerada. O branco só é branco, quando recebe uma luz intensa directa. 

Cromoterapia: Ela potencializa as demais cores. Representa a Luz Divina. 

Feng Shui: É uma cor neutra, que pode ser usada em qualquer ambiente. Muito cuidado quando o branco aparece em excesso num ambiente, pois passa-nos uma sensação de infinito, frieza, vazio e hostilidade. Deve-se quebrar o branco com quadros e móveis bem coloridos. Está associado ao elemento Metal. 

PRETO E CINZA 

Decoração: É usado em pequenos detalhes, príncipalmente quando queremos dar um “efeito especial“, tanto dentro, como fora da casa. Ainda na área interior, é usado para fazer contrastes, príncipalmente com o branco. Muito usado no tecto com pé direito muito alto, lojas, por ex.,, para a dar a sensação de rebaixo. 

Cromoterapia: É o oposto da luz, a escuridão total . Não se usa. 

Feng Shui: É opressivo e depressivo. Representa o elemento água e deve-se usar com muito cuidado. Em geral, é usado em detalhes na decoração da casa. 

VERDE 

Decoração: É uma cor muito usada . No chão, lembra-nos a natureza. Não íncide muita luz, mantendo a cor original. Em locais abertos, complementa madeira e jardins.

Cromoterapia : É a cor da natureza, traz força equilibrada e progresso mental e corporal. Acalma o sistema nervoso e os sentidos. Também significa esperança e satisfação. 

Feng Shui: É uma cor que representa o elemento madeira. Muito cuidado ao usar a cor verde em locais que predomina o vermelho, pois teremos um local muito quente. Deve usar-se nas casas-de-banho para elevar a energia deste local. Para casas onde existam pessoas com problemas de saúde, o verde é uma óptima escolha . 

AZUL 

Decoração: Pode ser usado em grandes áreas sem se tornar cansativo, mas deve ser combinado com outras cores para evitar a monotonia. Mais escuro, transmite autoridade. Sendo usado em portas e ambientes formais. 

Cromoterapia: Passa-nos calma e serenidade. Também é asséptico e relaxante.

Feng Shui: É uma cor calmante e traz tranquilidade aos ambientes. Muito cuidado em locais cujas paredes são pintadas de azul claro, pois irá provocar sono em excesso. No entanto, para quem é muito agitado, é aconselhada. 

LILAS/VIOLETA 

Decoração: Tons mais claros podem ser usados em todos os ambientes. Se for uma cor monocromática, pode cansar. 

Cromoterapia: Tem efeito purificador, transforma as energias negativas em positivas. Óptimo para a saúde. Acalma o coração, a mente e os nervos. 

Feng Shui: Traz tranqüilidade, sossêgo e calma. Estimula a espiritualidade. Em casa, o melhor local para a usar, é em locais de meditação e oração. Em excesso, pode trazer depressão e ansiedade . 

LARANJA 

Decoração: Inconscientemente, lembra sabores agradáveis, sendo muito usado em cozinhas. Abre e estimula o apetite. Pode ser usado na sala de jantar, em uma só parede, em tons bem suaves. Em tons mais escuros, sugere estabilidade. 

Cromoterapia: Auxilia a mente a assimilar novas ideias. Mas deve ser usado com algum cuidado. 

Feng Shui: Em pequenas doses, estimula os sentidos, a criatividade e a comunicação. Boa para áreas da casa onde se quer estimular o diálogo, como sala de visitas, de jantar e cozinhas. 

Em excesso, pode provocar conversas a mais e até rebeldia. 

VERMELHO 

Decoração: Muita atenção ao seu uso, pois por ser uma cor muito energética e vibrante, pode provocar excitação e nervosísmo, quando aparece em excesso nos ambientes. Em pequenas doses, traz aos ambientes um ar de glamour e até exótico. Em excesso, cai-se na vulgaridade. 

Cromoterapia: Muito indicada para pessoas tímidas e retraídas, porque estimula a actividade mental e quebra barreiras. Revigora a coragem e a força de vontade. 

Feng Shui: Cor que activa e estimula as áreas de relacionamento afectivo, sucesso, auto-estima, fama e prosperidade. Deve ser usado com muito cuidado e em pequenas doses, pois é uma cor excitante e estimulante. No quarto de casal, activa a sexualidade. Na sala ou cozinha estimula o apetite e a fala. Em excesso, provoca brigas, confusões e explosões de humor. 

AMARELO 

Decoração: É muito usado para aquecer áreas escuras e para dar mais iluminação. Em pisos, provoca sensação de avanço. Em grandes áreas e superfícies, pode incomodar por causa da incidência de luz. 

Cromoterapia: É uma cor que actua directamente sobre a mente. É animador, inspirador e estimula o raciocínio. Ajuda no auto-controle. Fortalece os ouvidos e os olhos. 

Feng Shui: É a cor da Luz. Estimula a comunicação, actividades mentais e abre o apetite. Deve ser usado num quarto de estudo ou de criança. Na cozinha em doses equilibradas. Em excesso, provoca muita conversa e pensamentos acelerados e confusos, provocando preocupação. 


29 de Julho de 2010

Crise generalizada na economia, “congelou” vários projectos de resorts

A crise generalizada na economia levou a uma forte quebra da dinâmica de vendas de unidades turístico-residenciais em 2009. Em resultado, vários projectos de resorts foram “congelados”, verificando-se o retrocesso da decisão de desenvolvimento ou expansão de alguns empreendimentos, conclui o mais recente relatório de mercado turístico da consultora imobiliária CB Richard Ellis e da Neoturis. 

Este decréscimo deve-se, essencialmente, à retracção nos últimos meses, de todos os mercados emissores. Esta tendência já se verifica desde o segundo trimestre de 2008, tendo-se acentuado em 2009.

No entanto, tem-se verificado um aumento da entrada de turistas provenientes do Reino Unido que se reflectiu no crescimento de visitas e compras. Contudo, 2009 foi caracterizado pela quase ausência de transacções de imóveis turístico-residenciais.

Na opinião de Eduardo Abreu, sócio da neoturis, «o decréscimo da procura turística em 2009 era expectável e foi graças à substituição das férias de portugueses fora de Portugal por férias em território nacional que os resultados não se deterioram mais. O desafio é, no curto prazo, quebrar o círculo vicioso com início em 2008 de diminuição das taxas de ocupação e preços praticados».

Para Francisco Sottomayor, director de promoção da CB Richard Ellis, «os dados agora apresentados justificam a forma cautelosa como os promotores imobiliários passaram a encarar os seus investimentos em Turismo Residencial. A necessidade de voltar a pensar o desenho do produto e de trabalhar de novo os economics dos projectos em função das novas condições do mercado vai seguramente dar origem a projectos mais sustentáveis».

Quebra nas dormidas 

A CB Richard Ellis e a neoturis estimam que, na globalidade do ano de 2009, se registaram cerca de 37 milhões de dormidas, o que espelha uma quebra de 6,4% face a 2008. Este decréscimo é consequência directa do comportamento manifestado pelo mercado externo, que caiu 10,7% no mesmo período, ou seja, menos 2,8 milhões de dormidas.

Em Lisboa, desde 2008 que se tem assistido a uma quebra no registo das dormidas efectuadas na capital. Ainda assim, e desde 2003, verifica-se um crescimento médio anual da procura de 5,7%, superior aos 3,4% relativos à oferta, indicando uma recuperação mais rápida da procura.

Os hotéis continuam a ser a tipologia de alojamento turístico mais representativa na cidade de Lisboa, com mais de 80% da oferta de quartos disponíveis. As pensões têm ainda um peso significativo no mercado de alojamento da capital. No entanto, a quota de mercado, que era de 22% em 1998, diminuiu para 16% em 2008. 

Relativamente ao desempenho do Mercado Hoteleiro de Lisboa, as unidades de 3 estrelas continuam a observar as taxas de ocupação mais elevadas, com 69,2% enquanto as unidades de 5 estrelas registaram os valores mais baixos deste indicador, com uma taxa média de 41,6%. 

O Mercado de Lisboa em 2009 registou uma quebra na procura, entre os 10% a 20% face ao ano anterior, e a maioria das unidades hoteleiras tem vindo a reduzir os preços. Contudo, alguns hotéis têm optado pela estratégia de add value, aumentando os serviços prestados pelo preço praticado no ano anterior.

O Algarve tem assistido, desde 1998, a um crescimento moderado da oferta e da procura de alojamento turístico, com a oferta a crescer ligeiramente acima procura. 

Ao nível da distribuição da oferta de alojamento no Algarve, verifica-se que os hotéis representam apenas 28% da oferta, enquanto as unidades self-catering concentram 66% do número de camas.

Relativamente à origem dos mercados, na Região do Algarve verifica-se que o mercado mais importante é o do Reino Unido, com 32% das dormidas, seguido do mercado português com 25% do total da procura. 

Nos últimos anos tem-se assistido a um interesse de várias marcas internacionais, quer na gestão de unidades hoteleiras tradicionais e/ou integradas em resorts, quer na gestão de valências de lazer como o golfe (marcas como Hilton, Marriott, Hyatt ou Crowne Plaza).

Fonte : CBRE


Sustentabilidade | Contributos para o desenvolvimento





“O mundo está em constante desenvolvimento, e os conceitos que vamos criando também. O conceito de sustentabilidade tem evoluído ao longo do tempo em função das realidades que o Homem vai criando, das suas necessidades e das tendências.” 








Sustentabilidade - Conceito tridimensional 

Podemos pensar que existiu uma fase inicial em que a principal tendência era o desenvolvimento económico e a sustentabilidade económica das entidades. Os problemas ambientais que emergiram conduziram à necessidade de ligar o desenvolvimento económico ao ambiente. Este conceito integrado de sustentabilidade está associado ao relatório de Brundtland que destaca a sustentabilidade como a capacidade de suprir as necessidades actuais sem comprometer as gerações futuras.
Se a preocupação com as gerações futuras estava de alguma forma presente no conceito, e se pode invocar que existiria de alguma forma uma dimensão social, a verdadeira inclusão de preocupações sociais no conceito de sustentabilidade adquire evidência em 1995, aquando da Cimeira de Copenhaga.
Entramos então num período em que a sustentabilidade emerge como um conceito integrado de três componentes: economia, ambiente e sociedade; sendo que para se conseguir essa integração será desejável que um projecto pense em cada uma das dimensões para depois as articular. 

Da teoria à prática 

Mas a própria aplicação dos conceitos teóricos à vida prática é morosa e implica alguns ajustes. Há uns tempos não era raro ouvir falar em Sustentabilidade Económica, um conceito que parecia já querer integrar uma componente ambiental, mas que reflectia sobretudo a ideia do sucesso económico duma entidade ao longo do tempo, mais que uma integração entre ambiente e economia. 
Hoje em dia ainda se ouve falar em sustentabilidade ambiental, um conceito que parece remeter essencialmente para uma gestão que tem em consideração também os aspectos ambientais.
Claro que qualquer uma das expressões anteriores constituem em si mesmas uma redundância, já que a sustentabilidade sendo um conceito integrado, é económica, ambiental e social. Mas o seu uso reflecte sobretudo uma caminhada na tradução do conceito teórico para a prática quotidiana. Uma reflexão que indica que se os aspectos económicos e ambientais já vão fazendo parte da realidade, a componente social tem ainda de percorrer algum caminho. 

A componente Social 

Se é certo que as dimensões económicas e ambientais se encontravam já nos últimos 5 anos razoávelmente desenvolvidas e estabilizadas, a componente social carecia ainda de alguma imaturidade. Os indicadores sociais surgiam maioritariamente como dados socioeconómicos e raramente eram considerados pelos projectos indicadores puramente sociais. 
As poucas excepções que podem ser apontadas referem-se mais a projectos de Responsabilidade Social das Organizações (RSO), podendo identificar-se a título de exemplo alguns dos indicadores desenvolvidos pelo Instituto Ethos. 
Nos últimos 5 anos têm sido dados alguns passos importantes no desenvolvimento destes indicadores integrando projectos de sustentabilidade, que devem ser sublinhados. Focam-se a seguir dois tipos de iniciativas de promoção da sustentabilidade que nos parece que podem contribuir para ajudar a promover projectos de excelência. 

ECO XXI e Melhores Municípios para Viver 

O ECO XXI e os Melhores Municípios para Viver, são programas que procuram avaliar a sustentabilidade dos municípios. O primeiro, desenvolvido pela ABAE consiste na avaliação dos municípios num conjunto amplo de mais de vinte domínios. Estes domínios têm um carácter marcadamente ambiental, mas implica em vários aspectos uma articulação entre ambiente e outras dimensões da sustentabilidade. Salienta-se nomeadamente os indicadores referentes à educação ambiental, ao emprego na área do ambiente, e o turismo sustentável; que marcam uma clara articulação entre ambiente e aspectos sociais e económicos. 
O M2V - Melhores Municípios para Viver é uma iniciativa do INTEC – Instituto de Tecnologia Comportamental que conta com o apoio do jornal semanário SOL na divulgação anual dos resultados. Este projecto avalia os municípios em 10 domínios relativamente independentes: Turismo, Economia e Emprego; Educação e Formação; Ambiente; Acessibilidade e Transportes; Urbanismo e Habitação; Saúde; Diversidade e Tolerância; Identidade, Cultura e Lazer; Felicidade.
Além de incluir um indicador raramente avaliado (Felicidade), o aspecto mais distintivo do projecto consiste na avaliação de cada indicador de acordo com duas dimensões. Se por um lado são recolhidos dados relativos a indicadores factuais, provenientes de estudos desenvolvidos pelo INE e outras entidades públicas; estes dados são complementados por avaliações mais subjectivas, realizadas pelos próprios munícipes dos concelhos avaliados. Assim, se por exemplo para a educação existem indicadores referentes a nº de alunos por escola e nº de alunos por professor; estes são complementados pela avaliação que os munícipes fazem da qualidade do ensino no seu município. 

One Planet Living 

O programa One Planet Living é uma iniciativa desenvolvida em conjunto pela BioRegional e pela World Wide Fund (WWF). O conceito consiste em 10 princípios: Cabono Zero, Resíduos Zero, Transportes Sustentáveis, Materiais Sustentáveis, Alimentação Local e Sustentável, Água Sustentável, Ordenamento do Território e Biodiversidade, Cultura e Património, Equidade e Economia Local, Saúde e Felicidade.
Estes princípios podem ser aplicados a indivíduos, organizações, ou projectos específicos, sendo que para cada princípio devem ser estabelecidas metas a curto, médio e longo prazo, bem como um conjunto de planos operacionais que permitam atingir as mesmas.
O programa não só detém uma visão integrada de sustentabilidade (é necessário integrar as diferentes dimensões dentro de cada princípio, por ex. Transportes Sustentáveis, e cruzar informação entre princípios. Por ex. as emissões previstas no âmbito dos Planos Operacionais do princípio Transportes Sustentáveis têm de ser contabilizadas para efeito do princípio Carbono Zero), mas integram também indicadores tipicamente sociais que têm de ser desenvolvidos no âmbito dos princípios da Cultura e Património (implicam o desenvolvimento de indicadores ao nível da Identidade e sua promoção), Equidade (requer a definição de medidas que promovam indicadores de justiça social), e a Felicidade (que comporta a definição de indicadores que recaem claramente no domínio da percepção individual). 

Perspectiva de futuro 

Olhando para o trabalho que vem sendo desenvolvido nos diferentes campos da área ambiental tem-se caminhado mais que uma análise multidisciplinar das situações, para uma análise interdisciplinar (que além de várias disciplinas obriga à sua interligação). Neste âmbito, também a análise do estilo de vida das populações e das suas percepções deve ser contemplada quando se procura mobilizar os indivíduos e a sociedade para a acção. 
Existem pois indícios de que estamos a caminhar para a verdadeira sustentabilidade, para o momento em que as três dimensões deixam de fazer sentido apenas na teoria e passam a ser efectivamente pensadas e valorizadas em conjunto. 

Fonte: Dalila Antunes, especialista em Psicossociologia - directora do INTEC


Arquitectura | A sua influência no nosso quotidiano


Muito se fala na influência da arquitectura sobre a qualidade de vida dos seus utilizadores ou de qualquer pessoa que dela faça uso. Nunca conseguimos admitir que a arquitectura funcional versus a estética, fossem mais ou menos importantes, uma do que a outra, nem independentes ou solitárias na criação de qualquer espaço a ser ocupado por uma pessoa.

A “Arquitectura Digital”, aqui, não é a da era da informática, mas sim, aquela que deixa “marca”. É a individualidade que torna a concepção de um espaço adequado a quem irá ocupá-lo. Na POMinvest, trabalhamos com uma equipa de profissionais multidisciplinares, preparados, para descobrir esta particularidade e, assim, responder adequadamente através das nossas ferramentas, tornando tal espaço pleno de satisfação das necessidades dos seus futuros utilizadores.

Como garantir que um projecto seja um “plano perfeito” e, esteja tão correcto que nos permita assumir tranquilamente esse compromisso, seja perante uma criança, uma senhora de idade, um casal de jovens recém-casados, uma empregada doméstica, um porteiro ou um qualquer outro inividuo que irá utilizar um espaço por nós projectado e construído - sem nós termos levado em consideração quem realmente será esse utilizador final?

“Que somente se construam empreendimentos ou casas com projectos elaborados depois de vendido(a)s todas as suas unidades, e se conheçam antecipadamente, todos os seus futuros ocupantes”.

Utopia? Impossível? Talvez sim... Talvez não... Será que não existe nenhuma forma que nos permita projectar sabendo exactamente para quem? Na POMinvest, acreditamos que sim. Já há alguns anos que o propomos e fazemos - em moradias.

Foi este um dos principais motivos que nos levou a "investir" um pouco mais na Arquitetura de Interiores, o contacto directo com os clientes e a liberdade da criação, tanto na concepção artística, como principalmente, na inexistência de normas técnicas e códigos de leis e decretos rígidos e restritivos, além das naturais convenções, propostas pela sociedade e ambiente em que se está inserido. O foco da nossa posição hoje, é propor o estudo das consequências na concepção de projectos na vida das pessoas. Paralelamente, obter, através dos maus exemplos já construídos, as lições a serem aprendidas de forma a evitar as suas reincidências.

Pouco se fala dos efeitos de uma má arquitectura, má construção e de um projecto urbanístico na grande maioria das vezes equívocado. Nesses casos, os profissionais acreditam que levam em consideração os seus moradores, mas, na verdade, pautam-se no que seria melhor para a maioria – e essa abordagem significa, por si só, o não atendimento das necessidades de muitos. Os resultados possíveis desse processo são, entre outros, os efeitos nocivos à saúde e à qualidade de vida do morador. Um espaço criado de forma desqualificada pode transformar actividades agradáveis em rotinas irritantes e stressantes. Pode alterar o nosso humor sem que saibamos a causa, pode prejudicar em muito a nossa saúde, e ainda, em longos períodos de desconforto extremo, causar a nossa morte.

Dizer que um projecto de um imóvel não é qualificado pode ser até leviano da nossa parte, pois não temos como levar em consideração requesitos importantes, e avaliar razões diversas tais como, custos, tempo, riscos, tecnologia disponível, mercado, etc. Porém, é necessário primeiro, responsabilizar quem elabora e quem tem a obrigação de fiscalizar um projecto de um “edifício lamentável”. É comum encontrarem-se unidades residênciais extremamente carentes, mas muito bem maquilhadas comercialmente, gerando estímulos irresistíveis que focam apenas o que se quer mostrar.

Esta “sociedade enganada” precisa de se tornar mais consciente e exigente, através de veículos de informação e de exemplos que a façam aprender a repudiar de imediato tais projectos inconsequentes. Com tantos ganhos em termos de qualidade de vida nas últimas décadas, é esperado que sejam sepultados definitivamente tais projectos, e assim, iniciar-se uma nova era na relação entre quem projecta e constroi para ser vendido e quem compra para usufruir.

Talvez o problema da insegurança que nos atinge como cidadãos possa ser resolvido. Acreditamos que ele é uma consequência de actos inconsequentes de quem deveria dar exemplos a serem seguidos mas, pelo contrário, apresentam cada vez mais maneiras criativas de como “vender a mãe”, enquanto preparam outro negócio com mais um ente querido, elaborando publicidades enganosas destinadas aos próximos otários. Este vírus já disseminado em quase todas as actividades humanas, somente será destruído com a modificação desta mentalidade doentia e egocêntrica, instalada em quem detém este poder.

Projectos para a construção de mais dezenas de milhares de casas e edifícios habitacionais? Em que estudos se baseiam as “autoridades competentes”? Nem estas autoridades, nem os arquitectos, promotores, construtores e técnicos de planeamento, têm a menor idéia do que estão a fazer, do tipo de edifício ou condomínio que estão por projectar e construir - no caso da POMinvest, tentamos, pelo menos, saber - participe no nosso Survey - o que o mercado procura.  Os resultados destes projectos, sejam políticos e/ou financeiros, maximizados ao máximo, são prioritários. É aqui que deve entrar em cena, o Gestor de Projectos - neste caso, a POMinvest - pois somos capazes de equilibrar os interesses de todos os stakeholderes (envolvidos). Somos capazes de criar não só o Business Plan, Tempo, Riscos, etc., mas, principalmente, um Plano de Comunicação diferenciado, contendo um novo sistema que faz com que todos os interessados sejam não só ouvidos (e escutados), mas atendidos nas suas reais necessidades.

Se os investidores, promotores imobiliários, arquitectos e construtores, bem como os compradores de imóveis, possuíssem o conhecimento adequado, baseado na observação e exemplos de outras sociedades mais conscientes e experientes, então, entenderiam que um edifício multifamiliar não é um qualquer imóvel que possa ser resolvido como quem projecta uma loja ou um escritório. Este público, não pode ser considerado da mesma forma que outros. Não pode apenas ser observado como um resultado conjunto de uma pesquisa de opinião local ou de um “estudo de massas”. Ali se viverá. Não se pode errar! Esse tipo de habitação ou condomínio residencial tem de ser especial, os espaços devem responder totalmente aos desejos de cada um que ali irá morar e não a um todo generalizado ou a uma “grande parcela da população”

Gostamos, como promotor imobiliário, que somos, de oferecer a identificação para aquilo que as pessoas procuram, individualmente, como os seus conceitos de realização de vida. A nossa felicidade é, poder criar ambientes que garantam a felicidade constante dos nossos clientes. Permitir, com o nosso trabalho, às pessoas, que valorizem as suas próprias vidas diariamente. Gostamos, que as pessoas interajam com os seus ambientes, desfrutem dos seus espaços personalizados bem planeados e para elas especialmente criados. Que sejam estimuladas de formas diversas pelas soluções, que juntos, produzimos, tornando essa uma solução económicamente viável e também, indiscutivelmente humana, pessoal e digital, a qual consideramos a proposta mais justa a ser feita para com todos aqueles que dela usufruirão. Para nós, o maior dilema da arquitectura, desde sempre, além da eterna relação “homem / espaço”, representa uma conta que “tem que resultar em soma”. Que resulte em “plus” para a real e individual forma de cada um decidir, de acordo com as suas concepções,  que é “viver a sua vida, com qualidade”.


27 de Julho de 2010

A taxa de Juro no Crédito à Habitação desceu 18 meses consecutivos

O valor da taxa de juro implícita no Crédito à Habitação esteve em queda durante 18 meses consecutivos, o que correspondeu a uma diminuição acumulada de 4,174 p.p., revelou o INE. Mas em Junho, esse valor foi de 1,803%, 0,006 p.p. menor que o do mês anterior. 


De acordo com o INE, nos vários períodos analisados, registaram-se taxas de 2,057%, de 1,989% e de 1,938% para os contratos celebrados nos últimos 3, 6 e 12 meses, respectivamente, o que correspondeu a aumentos mensais de 0,015 p.p., de 0,001 p.p. e de 0,010 p.p., pela mesma ordem.

Por destinos de financiamento, as taxas de juro implícitas no conjunto dos contratos em vigor relativos a Construção de habitação e a Aquisição de habitação diminuíram 0,008 p.p. e 0,005 p.p., com os respectivos valores a fixarem-se em 1,728% e em 1,818%. Na Aquisição de terreno para construção de habitação, este valor foi de 1,602%, correspondendo a um aumento de 0,019 p.p.

Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, as taxas de juro implícitas fixaram-se em 2,261%, em 1,978% e em 2,061%, respectivamente, nos destinos Aquisição de terreno para construção de habitação, Construção de habitação e Aquisição de habitação, tendo aumentado 0,291 p.p., 0,004 p.p. e 0,016 p.p., pela mesma ordem, face a Maio.

Fonte: INE


Poupar Energia | 100 maneiras de economizar



Pode não parecer que usar uma lâmpada fluorescente compacta ou reparar uma torneira que pingue, possa fazer para reduzir os seus custos de energia e proteger o ambiente.

Só toma uns minutos por mês e vai dar pela diferença, bem como fazer a diferença.

E se em cada lar se praticarem ideias simples de poupança de energia como as 100 maneiras de economizar que seguem, podemos reduzir o consumo de energia de forma considerável. 




Aquecimento da Casa

● Mude ou limpe o filtro da sua fornalha pelo menos uma vez por mês. O pó e a sujidade podem entupir rapidamente partes vitais, dificultando o trabalho da fornalha, com eventual avaria.

● Inspeccione o seu sistema de aquecimento regularmente, especialmente se for de gás natural. Uma afinação de 40-80 euros por ano pode reduzir os custos de aquecimento até cinco por cento.

● Se tiver uma fornalha de ar forçado, NÃO feche os reguladores de calor nas salas não usadas. A sua fornalha foi construída para aquecer uma área específica de espaço e não pode sentir que um regulador está fechado – continuará a trabalhar ao mesmo ritmo. Para além disso, o ar frio das salas não aquecidas pode escapar para o resto da casa, reduzindo a eficácia do isolamento e aquecimento.

● Instale um termóstato programável. Se baixar a temperatura em 10 graus durante oito horas, todas as noites, baixará a conta do aquecimento em 10 por cento. Um termóstato digital a 40 euros pode-se pagar com a energia economizada em menos de um ano.

● Não coloque o termóstato mais alto do que realmente deseja. Não aquecerá a sua casa mais depressa e manterá a fornalha a funcionar mais tempo do que o necessário.

● Aspire os reguladores e os ventiladores regularmente, e não deixe que a mobília ou cortinados bloqueiem a corrente de ar. Deflectores de plástico baratos podem orientar o ar debaixo de mesas e cadeiras.

● Se a sua casa tem uma caldeira, evite cobrir os radiadores com estores ou bloqueá-los com móveis Também é uma boa ideia acrescentar um painel reflector por trás dos radiadores – pode comprar um num centro comercial ou fazer um pessoalmente com contraplacado e folha de alumínio.

● Se a sua casa tem um sistema de aquecimento eléctrico, mantenha a mobília e cortinados afastados dos aquecedores, e deixe pelo menos um espaço de um decímetro debaixo da unidade de aquecimento.

● Mantenha cortinas e estores fechados à noite para manter o ar quente por fora, mas abra-os durante o dia para deixar o sol aquecer a sala.

● Evite usar aquecedores locais, incluindo modelos eléctricos, a querosene ou propano. Não só são caros de operar, mas são também muito perigosos.

● Se tiver chão de madeira ou mosaico, acrescente carpetes para manter os seus pés quentes.

● Se vai de férias, baixe o termóstato para 55 graus F. poupa energia e evita que a água das canalizações congele.


Isolamento da Casa

● Verifique os níveis de isolamento através de toda a casa. Meça o isolamento do sótão com uma régua, e verifique por trás das placas dos interruptores o isolamento das paredes.

● Instale mais isolamento no sótão. Aumenta a espessura de 5cm para 20cm pode reduzir os custos de aquecimento em 20 por cento e os de arrefecimento em 10 por cento.

● Acrescente camadas isoladoras às junções – a área ao longo do topo da fundação onde esta se une às paredes exteriores.

● Se a sua cave não tem aquecimento, instale isolamento de cobertores entre as juntas expostas do soalho.

● Escolha produtos sem asperezas ou isolamentos revestidos a plásticos. São muito mais fáceis de manusear e mais seguros para trabalhar – compensando o seu preço extra.

● Instale uma camada isoladora adicional em ângulos rectos com a camada anterior – não há qualquer problema em usar as camadas isoladoras ou cobertores sobre enchimento o vice-versa.

● Quando usar enchimento, certifique-se que o distribui de igual forma. Quaisquer inconsistências podem reduzir o valor de isolamento.

● Quando comprar material de isolamento, lembre-se que R-value mede a quantidade de resistência térmica. Quanto mais alto R-value, melhor o isolamento.

● Nunca cubra os respiradouros do sótão ou tomadas eléctricas com isolamento e permita um espaço de 70 cm à volta das chaminés e das canalizações para prevenir o sobreaquecimento e evitar o risco de fogo.

● Repare um telhado onde entra água e certifique-se que a sua cave é impermeável. O isolamento molhado é inútil.


Climatização da Casa

● Sele portas e janelas com calafete, fitas próprias para vedação e folha plástica. Um investimento de 40 euros em material de climatização pode reduzir os custos de aquecimento em duas ou três vezes esse valor. Não esqueça as janelas da cave.

● Acrescente estopagens de espuma atrás de todas as coberturas de passagem e interruptores, e fichas de segurança em todas as entradas não utilizadas. Esses são os locais principais por onde o ar exterior entra na sua casa. Certifique-se que desliga primeiro a caixa de fusíveis ou o painel de circuitos.

● Procure fugas de ar no exterior da sua casa, especialmente à volta de aberturas de torneiras de água, mangueiras de ar condicionado, aberturas de secador e tubos de gás. Use estopa ou espuma para selar espaços.

● Se a sua casa tiver uma janela grande de vidro único, use cortinados pesados durante o Inverno para ajudar a reter o ar frio.

● A película reflectiva para janelas pode ajudar a reduzir o ganho de calor durante o Verão, e impedirá que a mobília e carpetes debotem.

● Verifique os vidros de janela para ver se precisam de nova vitrificação. Se o vidro estiver solto, substitua a massa de vidraceiro mantendo o vidro no lugar. A maioria dos tipos de vitrificação de janelas precisa de pintura para ficar convenientemente selada.

● Se as correntes de ar entram furtivamente por baixo das portas exteriores, substitua a soleira. Se isto não for prático, bloqueie as correntes de ar com uma toalha ou manta enrolada.

● Sele as bordas de portas não usadas e as janelas com a corda estopa. Não as sele permanentemente - poderá precisar de ventilação rápida ou de fugir durante uma emergência.

● Seleccione o tipo correcto de estopa. Use estopa de látex ou acrílico no interior - é fácil de limpar e mais desculpável se for um principiante. A estopa de silicone é óptima para uso exterior porque dura mais e sela praticamente qualquer tipo da superfície.

● Não se esqueça de climatizar o acesso ao sótão. Assegure placas de isolamento na parte de trás da janela o porta e use fitas próprias para vedação para selar a abertura.

● Mantenha humidificadores e desumidificadores longe das paredes e mobília grande. Estes aparelhos funcionam melhor quando o ar circula livremente à volta deles. Tenha o cuidado de limpar a unidade muitas vezes para impedir que bolor e bactérias pouco saudáveis se desenvolvam.

● Se a sua casa não tiver nenhum isolamento de parede lateral, coloque mobília pesada como prateleiras para livros, armários e sofás ao longo das paredes exteriores, e pendure acolchoados como decoração das paredes. Isto ajudará a bloquear o ar frio.

● Mantenha a porta da garagem fechada, especialmente durante o Inverno.

● Cubra as tinas quentes existentes ao ar livre quando não estão em uso. Se tiver uma piscina, use uma cobertura solar para usar o calor natural do sol para aquecer a água.

● Mantenha as camas de água cobertas com acolchoados ou mantas para ajudar a conservar o calor. Também poderá querer isolar o fundo com uma folha de espuma de isolamento rígida.


Lareira da Casa

● Se tem uma lareira que queima madeira, mantenha as chaminés limpas e inspeccionadas regularmente e queime só toros perfeitamente secos para obter a maior produção de calor.

● Verifique o fecho do registo de ar fechando-o e segurando um lenço de papel dentro da lareira. Se as correntes de ar deslocarem o papel, arranje ou substitua o registo.

● Quando usar a lareira, baixe a fornalha para 55 graus F. Se não o fizer, todo o ar quente da fornalha irá directamente para a chaminé, gastando energia e dinheiro.

● Adicione calafete à prova de fogo na área onde a chaminé se junta à parede, por dentro e por fora.

● Quando a lareira não está acesa, certifique-se de que os registos estão bem selados e mantenha as portas de viro fechadas. Se nunca usar a lareira, encha a chaminé com isolamento de fibra de vidro e sele as portas com silicone.


Ar Condicionado da Casa

● Mantenha o condicionador de ar limpando o compressor exterior com uma mangueira de jardim (certifique-se de que desliga primeiro o fusível ou o interruptor). Mantenha as plantas pelo menos a 30cm de distância para um correcto fluxo de ar.

● Ao fim da tarde ou princípio da noite, desligue as luzes desnecessárias e espere até usar os equipamentos fornecedores de calor. Também é uma boa ideia fechar as janelas viradas a sul e oeste durante a parte mais quente do dia.

● Plante uma árvore. A sombra de uma árvore devidamente colocada pode reduzir os custos de arrefecimento até 25 por cento. Para um benefício máximo, coloque árvores frondosas a sul e oeste e as de folha perene a norte.

● Use ventoinhas de tecto para ajudar a circular o ar pela casa, e assegure-se de que o seu sótão está correctamente ventilado. Uma ventoinha de tecto deve girar no sentido dos ponteiros do relógio durante o Verão e em sentido contrário no Inverno.

● Ponha a ventoinha do seu condicionador de ar em “on” em vez de “auto”. Isso fará circular o ar continuamente, mantendo a temperatura mais estável por toda a casa e ajudando a desumidificação.

● Assegure-se de que o aparelho de ar condicionado na sua janela é do tamanho adequado. É melhor ter um demasiado pequeno do que demasiado grande – uma unidade maior arranca e desliga mais vezes e não fará um trabalho tão bom a desumidificar o ar.

● Não julgue a eficiência do seu ar condicionado pelo som da ventoinha quando liga e desliga. O ventilador continuará a fazer circular ar frio por toda a sua casa até 15 minutos após o compressor ter parado. (O mesmo sucede para a fornalha)

● Ponha o termóstato de 78 a 80 graus F sempre que for para a cama ou sair de casa. Um termóstato programável fará isso automaticamente por si.

● Se a sua casa não pode acomodar um sistema central de ar condicionado, experimente uma ventoinha de sótão. Este aparelho envia ar quente pelos ventiladores do sótão, baixando a temperatura da sua casa cerca de cinco graus em menos de dez minutos. O custo de funcionamento dos das ventoinhas de sótão é de menos de 25 cêntimos por dia.

● Durante o Inverno, remova os aparelhos de ar condicionado das janelas e isole-as com massa de estopar e impermeabilizar. Também pode cobrir o compressor de ar com uma lona, para o manter limpo.


Cozinha

● Use aparelhos de cozinha mais pequenos sempre que possível. os microondas, os fornos de torradeira e os fogareiros lentos podem usar 75 por cento menos energia do que um grande forno eléctrico.

● Aspire as bobines do frigorífico duas vezes por ano para manter o compressor a funcionar eficientemente.

● Como a sua mãe sempre lhe dizia, não deixe a porta do frigorífico aberta. De cada vez que é aberto, até 30 por cento do ar refrigerado pode sair. A mesma regra se aplica ao forno.

● Mantenha a temperatura do frigorífico entre aproximadamente 2-3ºC, e o congelador entre -17 e -15ºC.

● Não sobrecarregue o frigorífico ou o congelador. O ar frio tem de circular livremente para manter a comida na temperatura própria.

● Assegure-se que o frigorífico está nivelado, para que a porta se feche automaticamente em vez de abrir. Se o chão não for nivelado, use cunhas para sustentar a frente do frigorífico.

● Não se preocupe em relação a guardar sobras quentes no frigorífico. Não afectará significativamente o uso de energia, e arrefecer a comida a temperatura ambiente primeiro pode aumentar a possibilidade de doenças relacionadas com a comida.

● Verifique o selo na porta do seu frigorífico fechando-o numa nota. Se conseguir arrancar a nota facilmente, é tempo de substituir as juntas. Pode comprar um conjunto de substituição a um vendedor de electrodomésticos ou numa loja de artigos domésticos.

● Use a função de limpeza automática do seu forno imediatamente depois de cozinhar, enquanto o forno ainda está quente. Isto reduzirá um tempo de aquecimento longo.

● Use tampas em tachos e panelas para reduzir os tempos de cozedura, e não ponha uma pequena panela num grande bico de gás.

● Mantenha limpas as placas de gordura por baixo de bicos de gás para reflectir o calor mais eficientemente.

● Use a máquina de lavar louça só com cargas cheias, e use o ciclo de secar ao ar. Se a sua máquina de lavar louça tiver um intensificador de aquecimento de água, use-o; isto aquecerá a água aos 60 graus recomendados por fabricantes, mantendo uma conservação da energia 49 graus no seu aquecedor de água primário.

● Em vez do poluente e caro carvão vegetal ou propano, tente uma grelha de gás natural ou eléctrica. São mais económicas e mais convenientes - nunca ficará sem combustível.


Electrodomésticos

● Lembre-se que compensa investir na eficiência de energia. Em alguns casos, o dinheiro que poupa em preços de energia pode devolver-lhe o preço da compra em apenas alguns anos.

● Leia sempre cuidadosamente a etiqueta do Guia de Energia, e assegure-se que compara 'maçãs com maçãs.' O uso de energia pode variar significativamente até dentro da mesma marca.

● Escolha a capacidade apropriada para a sua família. Quer seja um forno ou um frigorífico, não compensa comprar um equipamento demasiado grande ou demasiado pequeno.

● Em quase todos os casos, um aparelho de gás natural tem um uso mais económico do que um modelo eléctrico. A diferença de preço de €40-65 preço pode ser devolvida em economias de energia menos de um ano.

● Substitua aparelhos ineficientes - mesmo se ainda funcionarem. Um aquecedor de água ou o frigorífico a envelhecer podem estar a custar-lhe muito mais do que pensa.

● Se o seu ar condicionado tiver mais de 10 anos, substituí-lo por um novo de alta eficiência cortará as suas contas eléctricas de Verão até um terço.

● Faça compras fora de época. Muitos fabricantes de aquecimento e refrigeração oferecem abatimentos significativos durante as promoções comerciais sazonais, e os comerciantes podem cobrar menos para a instalação.

● Investigue cuidadosamente a nova tecnologia. Algumas inovações, como fornos de difusão de calor ou janelas com argónio, podem poupar energia e tornar a vida mais conveniente; os outros, como electrodomésticos de cozinha de grau comercial, poderiam ser simplesmente melhorias cosméticas dispendiosas.

● Não se esqueça de perguntar sobre garantias, contratos de serviço, e preços de instalação e entrega.

● Certifique-se que escolhe um negociante respeitável e informado. Um bom negociante deve ser capaz de o ajudar a calcular economias de energia e o período de recuperação de investimento, e ele ou ela devem oferecer-lhe uma variedade de marcas e preços.

● Deite fora frigoríficos de sobra ou congeladores. Um aparelho extra pode acrescentar mais de 100 euros às suas contas de energia cada ano, e é um risco de segurança para crianças pequenas.

● Desligue qualquer dispositivo eléctrico que não esteja a ser usado. Muitos aparelhos, especialmente computadores, televisões e vídeos usam energia mesmo quando apagados.

● Quando tirar umas férias, não se esqueça de dar também um descanso aos seus aparelhos. Apague e desligue tudo que puder, deixe o seu aquecedor de água na colocação mais baixa e interrompa a distribuição de água às máquinas de lavar louça roupa.

● Se precisa de um novo corta-relva, considere um modelo eléctrico. A utilização é menos dispendiosa (aproximadamente três cêntimos de electricidade por uso), 75 por cento mais silenciosos, e reduzem significativamente as emissões tóxicas.


Aquecimento da Água

● Regule a temperatura da água para 49 graus – mais ou menos a meio caminho entre baixo e médio. Isto ajudará a poupar energia e evitará escaldões, enquanto se impede as bactérias nocivas de se desenvolverem.

● Instale uma cabeça de chuveiro economizadora. Não se preocupe – não reduz a pressão de água. Uma família de quatro, cada um tomando um duche de cinco minutos por dia pode economizar 200 euros por ano em despesas de aquecimento de água mudando para uma cabeça de chuveiro de baixo fluxo.

● Repare torneiras que pingam, em especial se for uma torneira de água quente. Uma gota por segundo pode chegar a 500 litros por mês – mais do que uma pessoa gasta em duas semanas.

● Use ventiladores nos ralos da cozinha e banheira. Se tiver água dura, limpe regularmente os ventiladores e cabeças de chuveiro com vinagre para reduzir depósitos e calcificação.

● Tome duches e não banhos. Um duche de cinco minutos pode usar cerca de 30 litros de água quente, enquanto encher a banheira pode gastar até 80 litros.

● Se o seu esquentador de água tem mais de 15 anos, instale uma cobertura isoladora para reduzir a perda de calor em stand-by. Também é uma boa ideia isolar termicamente os canos de água quente onde eles estiverem visíveis.


Iluminação da Casa

● Mude para lâmpadas leves fluorescentes. Estes lâmpadas usam 75 por cento menos energia do que as típicas incandescentes, e duram 10 vezes mais.

● Procurar uma voltagem fluorescente compacta que seja aproximadamente um terço da voltagem incandescente que normalmente usa.

● Use dispositivos de controlo de iluminação como reguladores para iluminação, sensores de movimento, sensores de ocupação, foto células e cronómetros para dar luz só quando precisa dela.

● Afaste as lâmpadas dos termóstatos; o calor produzido pode fazer com que a sua fornalha dê menos do que necessário ou o seu ar condicionado mais do que necessário.

● Limpe o pó aos utensílios leves regularmente. Uma grande camada do pó pode bloquear até 50 por cento da produção de luz.

● Use uma única lâmpada único numa fixação de tomadas múltiplas. Tenha o cuidado de verificar a voltagem máxima que a fixação permite.

● Substitua uma luz incandescente ao ar livre ou um holofote de alta intensidade por uma fixação de sódio de alta pressão. As lâmpadas duram mais tempo, gastam menos energia, e dão-se melhor com temperaturas extremas.

● Use conjuntos de voltagem baixa para iluminar passagens, pátios e terraços. A luz suave também atrairá menos insectos maçadores.

● Decore as paredes, tectos e andares com cores pálidas. Os tons suaves reflectem mais luz, portanto pode usar lâmpadas de voltagem mais baixa e acender as luzes mais tarde. A utilização de tinta com brilho também pode ajudar.

● Leia cuidadosamente as embalagens das lâmpadas. Os watts medem o montante da energia necessária; os lúmenes medem quanta luz uma lâmpada produz. As lâmpadas de conservação da energia produzem mais lúmenes por watt da electricidade usada.


Fonte: Portal de Energias Alternativas